Minhas veias não reconhecem essa doença sem nome, é como uma solidão disfarçada de armazéns abandonados, com esse lixo acumulado.
Olho extenuado esses muros sem cor, esses sorrisos amarelos, leio notícias rotativas que parecem vir de quarenta anos atrás, mas que são atuais.
Conheci um tempo de ruas e árvores centenárias, vivi tardes de sol e amizades duvidosas na madrugada, senti o gosto do salitre do mar e suas águas.
Meus espaços agora são mudos, é amargo pensar no irremediável, escuto o palpitar dessas ausências e palavras não ditas, mas que agora fazem tanta falta.
Estou vivo e respiro, mas ando com um corpo que nunca apaga a nostalgia vidrosa e o devaneio de tantos anos vestidos com perfumes e corpos disfarçados de sonhos e memórias cativas numa esperança circular.
Ortografia corregida por IA
Autor Diego Tomasco
Comentários
Parabéns poeta Diego! Adorei o seu texto! Abraços fraternos!
Li e reli. Reflexão e expressão da alma do poeta. Meu carinho