Esta mão!

De quem é esta mão?
Que tão estranha me parece…
Sei que não me sai das entranhas,
mas é como um rio que desce
à procura do mar?

Talvez nada a possa salvar:
o diabo orando uma prece!
Até aqui, nada singular?
Mas assim a coisa acontece.

Montanhas brancas, cobertas de neve,
em um negrume que emite
uma paz imensa
que ninguém descreve.

Segura o silêncio
para não poder ouvir seu grito.
Era a intensidade que envolvia a mão,
a face atormentada pelo atrito,
a palidez de um sonho
quando se perde a razão.

Alexandre Montalvan

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Alexandre

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