Eternidade
Eis que a hora não passa -
E nem houvera que passar,
Enquanto choro -
E verto lágrima já chorada.
Dou-me conta, então,
Que é o meu pensar que para:
Os ponteiros do relógio seguem adiante.
Uma alma caridosa me conforta:
- Olha adiante. Segue teu caminho -
Rumo ao horizonte,
Rumo ao infinito -
Onde o tempo não existe...
Comentários
Pedro, um poema sereno e luminoso, que celebra a vida vivida com verdade, coragem e fé. A linguagem é clara e segura, e as imagens finais de luz e caminho sintetizam a ideia de um percurso assumido e escrito com consciência.
Muito belo! Parabéns.
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Um abraço