Chamo-te, flor de primavera,
que sobreviveu às chagas do inverno;
chamo-te — é longa a espera
das vidas deste amor eterno.
Fecho os olhos para esta solidão.
Chamo-te, tentando enganar o coração;
peço-te — pois a flor é meu presente —
e inflamo-me de emoção.
Lágrimas correm abundantemente
e caem do meu rosto,
encharcando o chão.
Olho o céu, onde o sol está ausente,
vivendo sem motivo ou razão.
Alexandre Montalvan
Comentários
Caro poeta Alexandre
Um belo poema com versos que encantam:
Chamo-te, flor de primavera,
que sobreviveu às chagas do inverno;
chamo-te — é longa a espera
das vidas deste amor eterno.
Parabéns.
Abraços