Amaram-se em outro planeta,
imenso como era o amor.
Amaram-se sobre púrpuras de seda;
era tanto amor que esqueceram de morrer.
Amaram-se em um amor desvairado,
num mar de flores em imensidão.
Doce o aroma da gardênia do cerrado:
amaram tanto, para tudo mais esquecer.
Amaram-se sempre, e o amor conduz
ao que eram dois tornar-se um apenas,
ser único, repleto de paixão, amor e luz;
esta irrealidade é mais etérea que terrena.
Pois tinham um olhar que fazia perder a fala,
exalando luz de vida na escuridão;
nele existe o mistério que apunhala
bem no cerne de qualquer coração.
Alexandre Montalvan
Comentários
Lindo demais, Alexandre! Parabéns.
Belo, Poeta Alexandre.