Íntima Solidão

Íntima Solidão

Conheço a solidão, dela sou íntima!
Não me amedronto com sua chegada.
Ela não chega tão grande e sim ínfima,
principalmente quando é madrugada.

Nossa amizade só tende a crescer,
É amiga para todo momento,
Sem ela não consigo descrever
O que está guardado no pensamento.

Por isso, ao tecer versos, a procuro:
nas estrelas, nas noites com luar,
no fundo do mar, em lugar escuro,
onde se esconde pra não incomodar.

Às vezes seu refúgio é inesgotável,
Pode também ferir um coração,
Meu coração a ela é muito amável.
A quero apenas como inspiração!

Márcia Aparecida Mancebo
08/26

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Comentários

  • Parabéns amiga Márcia! Belo poema!

  • Saudações das Sagas! Concordo com a Lilian; Tocante poesia! Parabéns!

  • Tocante poesia. Òtima Leitura fiz aqui. beijos

  • Que lindo, Márcia

    Me inspiraste como sempre amiga

    Aplausossss

    • Obrigada, Ciducha! Bjs 

      Estou esperando a sua inspiração em versos.

      Bjs 

    • Resposta à amiga Márcia:

      Íntima solidão

      Solidão também me é companheira,
      vem de mansinho, senta ao meu lado.
      Não faz barulho, não é passageira,
      está comigo em cada silêncio calado.

      Ela me ensina a olhar para dentro,
      a ouvir o que ninguém mais escuta.
      É no silêncio que meu verso encontra
      a verdade que a alma não disputa.

      Nos recantos onde poucos veem,
      é lá que ela gosta de se esconder.
      Mas é nesses lugares que se revelam
      os sentimentos que não sei dizer.

      Nem sempre ela é leve ou tranquila,
      há dias em que pesa, machuca, dói.
      Mas ainda assim, com ela caminho,
      pois no fundo, sei que me constrói.

      Obrigada, amiga, por partilhar
      essa cumplicidade tão profunda.
      Que sigamos juntas, a caminhar
      com essa solidão que o coração fecunda.

      Ciducha

  • Gostei muito da maneira como você transformou a solidão em uma presença íntima, quase uma companheira de escrita. O que mais me chamou atenção foi isso: você não tenta expulsá-la, mas entra nela para encontrar os versos. E o final deixa claro que, apesar da proximidade, você sabe exatamente o lugar que quer dar a ela: inspiração, não morada. Parabéns, Márcia!

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