Vou sendo
Folha seca
na valeta:
sou a terra que a abraça,
ou apenas vou sendo?
Laranjas maduras,
os pássaros já fartos.
Deixo-as no portão
ou espero até cair?
“Vamos jogar uma pelada!”
ou “sai daqui, piazada!”
Vejo a infância correr,
ou boto entulhos no gramado?
Carona no carro
ou o banco vazio na estrada?
Paro por alguém,
ou levanto poeira ao passar?
Passarinho no beiral
ou silêncio no pátio?
Espalho farelo,
ou emborco a tigela?
Cotovelos na cerca
ou portão fechado?
“Vamos tomar um mate?”
ou nem acendo o fogo?
A mão que bate na porta
ou o trinco que range sozinho?
Deixo entrar,
ou dou duas voltas na chave?
Quando tudo acaba...
Entre um amanhecer e outro,
resta a poeira que dança no feixe de luz,
que rastro vou sendo?
MHermes
Comentários
Seja bem vindo, Mauricio!
Bem vindi, Maurício!
SEJA BEM VINDO MAURICIO!
Seja bem vindo, Maurício.
Desejo que por aqui tenhas lindas inspirações e faças lindas amizades.
Li o teu poema (soneto) de entrada e gostei do ritmo e cadência dos versos. Lindíssimo.
Te recebemos com grande alegria.
Até mais ler,
Edith Lobato