Este grupo está reservado para a composição em parceria ou postagens de duetos, trietos, quartetos que surgirem nas leituras dos blogs, estas postagens irão enriquecer o grupo. Porém, a atividade principal é a composição em parceria dentro do grupo
1. O participante deve compor inspirado no texto em tela, deixado outro texto de, no máximo 12 versos para ser duetado.
2. O participante deve postar a sua resposta logo abaixo do texto deixado clicando no botão Resposta. Após a postagem do dueto, deve deixar um novo texto para ser trabalhado, na caixa principal de texto. Após, o dueto pode ser postado no fórum do grupo, em tópico separado, para apreciação dos leitores.
3. É proibido comentário e postagens de imagem dentro da oficina de composição para não se perder a sequencia.
4. Nas discussões separadas de duetos, trietos, etc é permitido comentários e formatação.
Comentários
Sorria
Sorria quando a solidão
Te afetar sorrateira
Chega devagar
Quer te afetar
As claras emoções
Quer te estressar
Quer te entristecer
Sorria por fora
E por dentro
Emocionalmente
Quer te excluir
Abra o rosto
Abra o coração
Diga um não
Sorria de verdade
Com pretensão
Mas sem vaidade
Com acuidade
Sorria de você
E não do outro
De ti com emoção
Sorria com os lábios
Com o corpo
Solto e leve no ar
Sorria alto
De cima da montanha
E veja a vida lá embaixo
Não ande cabisbaixo
Sorria para a planície
Também para o planalto
Sorria para a vegetação
Para a natureza , as árvores
A vida sempre de trabalho
Treino e dureza
Alisar a aspereza
Fim
Antonio Domingos
Que lindeza de dueto, meus amigos queridos! Aplausos e meu abraço
Boa tarde querida amiga
Ciducha grata abraço...
Dueto - Canto Noturno & Vigília a Noite ( Márcia & Antônio)
Cântico Noturno
Os ruídos da noite vão comigo,
São quais as melodias bem cantadas;
Misturam-se às brisas, meu abrigo,
Pra que eu não sinta a dor das madrugadas.
Os ruídos e as brisas curam tédio,
Entrelaçam-se em canções afinadas;
Têm sons serenos, qual doce remédio,
Chegam a mim como brandas toadas.
E a noite segue em doce leveza,
Sem dor, sem solidão que me feria;
Enquanto vejo o céu com tal beleza,
Das estrelas que anunciam o dia.
A noite finda e o dia resplandece,
E a vida continua com sentido,
O tédio e solidão a mente esquece,
Renova-se em meu peito o bem vivido.
Márcia Aparecida Mancebo
03/03/26
&
Vigília a Noite
Se os ruídos da noite vão contigo,
também sigo esse canto que se eleva;
pois no sopro da brisa encontro abrigo
quando a alma na sombra se enleva.
Se as canções da noite curam o tédio,
trago nelas lembranças demoradas;
pois no som que se torna doce remédio
vão saudades serenas, repousadas.
E se a noite se faz leve e formosa,
sob o brilho das lâmpadas celestes,
vejo nela uma estrada silenciosa
onde os sonhos se tornam mais agrestes.
Quando o dia desponta no horizonte,
renovando o destino e o sentido,
sei que a vida é nascente em sua fonte
onde o tempo refaz o que é vivido.
António Domingos
04/03/2026
Uauu estou adorando ler estes duetos parabéns
Márcia e Antonio Domingos abraço...
Que lindeza de dueto!!
Aplausos meus amigos queridos Márci e Antonio
Abraços
Trieto - Tenho Marcas & Marcas que me definem & Marcas que Carrego ( Ciducha & Márcia & Antônio)
Tenho marcas
Ciducha
Hoje olhei meu rosto
com mais demora.
Não vi apenas rugas —
vi caminhos.
Cada linha ao redor dos olhos
é rastro de risos partilhados,
abraços demorados,
amizades que ficaram.
As que moram na boca
guardam palavras ditas com amor,
beijos entregues sem medo,
promessas sussurradas na madrugada.
Trago sulcos nas mãos invisíveis do tempo,
porque embalei filhos,
segurei partidas,
aplaudi conquistas.
Há marcas que nasceram da dor,
é verdade —
mas até elas
me ensinaram a ser inteira.
Não são rugas.
São memórias desenhadas na pele.
E se o espelho insiste em contar minha idade,
eu sorrio —
porque cada traço
é a prova
de que vivi.
Tenho marcas
Santos/03/2026
&
Marcas que me definem
Hoje, ao me ver no espelho, fui pensando
Caminhos pela vida percorridos;
Deixando sulcos, foram demarcando
Tudo que passei nos tempos idos.
As linhas sob os olhos — doces risos —
Partilhados com quem seguiu comigo;
Risos e gargalhadas foram avisos
De que, por onde andasse, teria abrigo.
Ao redor da boca, palavras ditas
No instante em que o amor viera à tona;
Nas madrugadas — ah, horas benditas! —
Desses momentos eu fora dona.
O espelho não mente: demonstra a idade;
Nas mãos, as marcas firmes do labor.
Essas não escondo — tenho vaidade —
Vejo nos gestos dos filhos o amor.
É sob essas marcas que sobrevivo,
Sem negar sequer o que sofri;
Cada traço do tempo é positivo
Na soma inteira do que construí.
Márcia Aparecida Mancebo
04/03/26
&
Marcas que carrego
Hoje, diante do espelho, vou lembrando
As veredas que o tempo me traçou;
Cada sulco que a vida foi talhando
É a memória da mulher que hoje sou.
Há linhas que nasceram dos sorrisos
Partilhados em dias de alegria;
Outras guardam silêncios indecisos
Das batalhas travadas noite e dia.
Nas mãos, sinais do labor constante
De quem semeia sonhos no caminho;
Pois quem ama trabalha confiante
Mesmo quando o destino é mais mesquinho.
Também trago marcas da tristeza,
Que a existência por vezes nos impõe;
Mas delas fiz escola e fortaleza,
Pois a dor também forma e recompõe.
E assim, quando o espelho a idade mostra,
Não me pesa o que o tempo desenhou:
Cada traço é medalha da minha história
Testemunho fiel de que vivi e amei.
A Domingos
03/03/2026
Belissimo trieto meus aplausos abraço...
ARRAZAMOS QUERIDA!!
BEIJOSS
Dueto - Entre o Humano e o Simbólico & Ser uma Verdade ou Versão ( Márcia & Antônio )
Entre o Humano e o Simbólico
Enquanto a lua tece a bela noite,
A solidão dos dias é aclarada.
Ser sozinha já não traduz açoite,
Somente traz lembranças — e mais nada.
A mente se distrai com fantasia,
Chegando a ver o que é tão impossível.
Mas o pensar tem toda essa magia:
Trazer aos olhos imagem visível.
Se é ilusão da mente solitária,
Fantasia que ronda o pensamento,
É o desalento da lida diária:
Sem ver um gesto de agradecimento.
Um vulto envolto em flores... alegria,
Que somente se torna verdadeiro
A quem segue a vida sem companhia:
Receber rosa é um gesto certeiro.
Márcia Aparecida Mancebo
15/11/25
&
Ser uma Verdade ou Versão
Não sei se ser a bruma ou claridade,
Nem se vinhas do mundo ou da memória;
Mas teu sinal sinaliza discreta eternidade
Abre-nos no peito uma fenda da história.
Há presenças que nascem do invisível,
Como se o vazio aprendesse a florir;
E o que parece sonho impossível
É só o mistério na busca do existir.
Paradoxal , quanto mais isolado no caminho,
Mais passos e sonidos dentro do ser;
No ermo profundo a germinar um carinho
Que nenhuma razão pode retroceder
Entre o sentir e o que a mente inventa
Vive um rumor de antiga confecção
Talvez verdade que a alma sustenta,
Talvez a versão do próprio coração.
Se era sinal ou mera miragem tardia,
Isso o tempo jamais a esclarecer
Pois há encontros que a vida recria
Antes mesmo que alguém florescer
E assim, no espaço onde o silêncio impera,
Algo sempre a renascer sem explicação:
Não sei se era promessa que me espera
Ou o preferido perfume cítrico, uma intenção.
A Domingos
27/02/2026
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