O Grupo

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Literatura de Cordel - Breve História 

 Literatura de cordel também conhecida no Brasil como folheto, é um gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos. 

 Remonta ao século XVI, quando o Renascimento popularizou a impressão de relatos orais, e mantém-se uma forma literária popular no Brasil. O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal. 
 No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, mas a tradição do barbante não se perpetuou: o folheto brasileiro pode ou não estar exposto em barbantes. Alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, também usadas nas capas. 
  As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores. 

O grupo destina-se ao exercício poético da Literatura de Cordel em seus variantes estilos.

Boas composições!

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Teoria literária do Galope à beira mar

Galope à Beira Mar

 O galope à beira-mar foi criado pelo repentista cearense José Pretinho. Conta-se que ele, após perder um duelo em martelo agalopado, foi retirar-se à beira-mar, e ali, vendo e ouvindo o marulho, imaginou o som de um galope. E fez os versos de onze sílabas (hendecassílabos), com a mesma estrutura de décima (estrofe de dez versos). Manteve o esquema rímico ABBAACCDDC usual no martelo agalopado.

Assim, o galope à beira mar é uma décima, cujos versos são hendecassílabos, ou seja, versos que têm 11 sílabas poéticas. Muito praticado no Nordeste do Brasil. No Galope à beira mar, as tônicas ficam nas posições 2, 5, 8 e 11 e produzem o som (ta-tá) (ta-ta-tá) (ta-ta-tá) (ta-ta-tá). As rimas do Galope à beira mar são: ABBAACCDDC.

Obs. O Galope à beira mar deve terminar sempre com a palavra mar ou com o termo Galope à beira mar.

 Exemplo

Voz do poeta

Os versos cantados, mensagens de amor, - (A)

Transmitem as dores, algozes do peito – (B)

E deixam prostrados, sem clima e sem jeito, – (B)

Quem busca o consolo e a ilusão de supor – (A)

Que a vida é mais bela na voz de um cantor. – (A)

A voz de um poeta, perdido ao luar – (C)

É um grito da alma... O poder de falar – (C)

Da angústia, dos medos, dos males, da vida – (D)

Da sorte distante, esperança perdida, – (D) 

Das lágrimas quentes, salgadas qual mar. – (C)

 Carlos Alberto Fiore

Detalhes

 Exemplo de um verso hendecassílabo = verso com 11 sílabas poéticas:

As sílabas tônicas grifadas (2, 5, 8 e 11) seguem em todos os versos.

 Rimas

A (Amor, Supor, Cantor) – B (Peito, Jeito).

C (Luar, Falar, Mar) – D(Vida, Perdida).

Fonte para pesquisa

http://pt.wikipedia.org/wiki/Galope_%C3%A0_beira-mar

Teoria literária do Martelo agalopado

Os Violeiros - Xilogravura de Marcelo Soares

Martelo agalopado

Martelo agalopado é um estilo de poema utilizado por cordelistas e cantadores, nos improvisos ou nos textos escritos. Compõe-se de uma (ou mais) estrofe(s) de dez versos decassilábicos, com ritmo rigorosamente forte, marcando tônicas nas sílabas 3, 6 e 10 (dois anapestos e um peônio de quarta).

di-di-DUM, di-di-DUM, di-di-di-DUM.História

O italiano Jaime Pedro Martelo (1665 - 1727), partindo das oitavas camonianas, introduziu na literatura o verso de 12 sílabas que depois foi denominado Martelo, em lembrança de seu nome. Seu esquema rímico era de rimas alternadas, sem tamanho padrão de estrofes. Sua evolução passou pela sextilha com mesmo ritmo, chamado então de Martelo solto.
A partir dessa composição, o paraibano Silvino Pirauá de Lima (Patos, 1848 - Bezerros, 1923) desenvolveu o que hoje é conhecido com o nome de Martelo agalopado. São versos de 10 sílabas, com tônicas na terceira, sexta e décima sílaba. Seu esquema rímico seguiu o esquema das décimas dos cantadores, ou seja, ABBAACCDDC.
Este esquema ainda é encontrado em quase todos os martelos agalopados compostos atualmente.

Estrutura

O Verso

O verso do Martelo (e consequentemente do Martelo agalopado) é uma variante de verso heroico, mantendo as tônicas nas posições 6 e 10, e apresentando outra tônica na posição 3 (o verso heroico clássico apresenta algumas vezes uma tônica na posição 2 ou 4).

Estrofe

Dez versos decassilábicos compostos de 2 anapestos e um peônio de quarta (3, 6, 10).
Alguns versos apresentam a oitava sílaba subtônica, substituindo o peônio por dois iambos (3, 6, 8, 10).
Esquema rímico predominante: ABBAACCDDC. (Existem variantes.)
Os poemas escritos, principalmente em cordel ou em glosas, podem apresentar várias estrofes.

Exemplo

Quando as tripas da terra mal se agitam (A)
E os metais derretidos se confundem (B)
E os escuros diamantes que se fundem (B)
Das crateras ao ar se precipitam, (A)
As vulnicas ondas que vomitam (A)
Grossas bagas de ferro incendiado (C)
Em redor deixam tudo sepultado! (C)
Só com o som da viola que me ajuda, (D)
Treme o sol, treme a terra, o tempo muda, (D)
Eu cantando martelo agalopado! (C)

(Lira Flores)

 

Fórum

Martelo agalopado

Galope à beira mar

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Comentários e dúvidas

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Comentários

  • Edite já coloquei as quadras no lugar certo rs. Agradeço o alerta bem como a possibilidade de entrar na Ciranda.

  • Adm

    Qualquer dúvida, por favor deixe aqui. Compartilhe conosco os seus conhecimentos.

    • Obaaaaaa!!! Confesso que deu um nó danado aqui no tico e teco mas como você bem sabe, não sou de desistir.

      Bora criar cordéis!!! 

  • Adm

    Atenção: aqui neste espaço só se aceita comentários, os cordéis devem ser postados dentro das oficinas.

    Basta clicar em FORUM aqui dentro do grupo que verão todas.

  • Eu gostaria muito de aprender, desde o principiozinho, tudo que puderem me ensinar, estou muito bem disposta a aprender, a técnica vai me ajudar muitíssimo!

  • Adm

    Você acha que seria bom criar uma oficina de versificação, aprender o o básico na contagem de sílabas poéticas começando desde o principiozinho?

    • SIM - Pois sendo ua Oficina (Escola) onde TODOS visamos "aprender / ensinar / aprender" - PENSO que será de bom alvitre, começar pelo "inicio" ou seja: metrificação / escandir / rimas / formas etc. Assim, torno a pensar, que será também muito proveitoso, se tivermos alguém (será Tu a Star?) que domine melhor as Teorias - etc ou já no Grupo ou que convidemos para Nos ensinar a todos. SKMA - gaDs

    • Adm

      Vou pensar como será. Nossa, devemos pedir ajuda aos professores de Letras que estiverem por aqui.

    • Meus amigos, cheguei agora, e me inscrevi no grupo neste momento. Devo ser o último a opinar, mas, se eu puder contribuir de alguma forma, estou à disposição.

    • Adm

      Obrigada Edvaldo.

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