Lágrimas

Lágrimas

Cabem tantas lágrimas num olhar triste,
Que, ao escorrer, marcam a face cansada,
Pelos tropeços que na vida existem,
Sempre lembrados pela madrugada.

Quando o silêncio adentra pela noite,
E o pensamento recorda o passado,
A dor machuca forte qual açoite,
Não é esquecido esse tempo salgado.

Então a lágrima desce lentamente,
Alcançando os lábios que estão a tremer;
Nos lábios para feito água quente,
Tudo o que marcou não se pode esquecer.

Mas ainda existe lágrima guardada,
Pois no olhar cabe imensa porção;
Essa porção é toda acumulada
E, quando escorre, é qual um ribeirão.

Márcia Aparecida Mancebo
07/26

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Casa dos Poetas e da Poesia.

Join Casa dos Poetas e da Poesia

Comentários

  • Poema maiusculo, minhas sinceras reverências. 

    Sou seu fã. 

    Abraços, paz e Luz!!!

  • Prezada amiga e Poetisa Marcia..

    Parabéns por belíssima Poesia onde a ilusão do silêncio se manifesta e em dor que machuca qual açoite..

    Muita força nas metáforas Lágrima que desce lentamente e lábios a tremer e uma lágrima guardada que quando escorre qual um ribeirão..Uma finalização de forte poética.

    Abraços fraternos sempre 

This reply was deleted.
CPP