LINHAS DA VIDA
A Lei não nos concede as flores de um jardim,
nem abre inferno eterno a quem se desespera;
o homem é o senhor daquilo que venera,
mestre do seu destino e dono do seu fim.
O bardo fez a escolha sem razão — ruim;
viveu a liberdade que a alma dilacera,
pois quando o amor se perde a vida é uma quimera,
é solidão, declínio do amor-próprio, enfim...
Não há divino amparo ouvindo o seu lamento,
e cada decisão traçou sua descida
entre sonhos sem luz e promessas em vão!
Agora a Lei se cumpre e vige em seu tormento:
— ele próprio escreveu suas linhas de vida,
por isso agora lê sua dor sem dimensão!
Nelson de Medeiros, 2026
Comentários
Prezado Poeta Nelson Medeiros.
Linhas da Vida.(Mais um belo Soneto)
Apreciamos as reflexões presente neste soneto, que aborda as consequências das escolhas humanas e a responsabilidade de cada um por seus próprios caminhos.
Destacamos o verso:
" ele próprio escreveu suas linhas de vida "
Verso que sintetiza com clareza a mensagem central da poesia e sua dimensão filosófica.
E mais um verso...
-:ele próprio escreveu suas linhas de vida
Por isso agora lê sua dor sem dimensão "" este verso também sintetiza bem a mensagem da Poesia..
Parabéns por mais uma bela composição reflexiva.
Nossos abraços fraternos de Fernanda e Antonio Domingos..
Nota Música é linda no mágico piano.. Sombras
Muito belo. Se não fosse, eu não estaria concorrendo com a verdade.
Que belo soneto! Dizes com propriedade, o livre arbítreo do indivíduo. Parabéns poeta Nelson!
Maravilhoso soneto, Nelson! Parabéns.
DESTACADO
"Agora a Lei se cumpre e vige em seu tormento:
— ele próprio escreveu suas linhas de vida,
por isso agora lê sua dor sem dimensão!"