LIRAS E TROVAS

Por que entraste de novo em minha vida,

Na palidez da tarde que viceja,

A merencória nota esquecida,

De uma canção que o peito lacrimeja...

 

São violinos, harpas, ensombrecida 

Uma cantiga de um astro que voeja,

Na lividez da bruma esmaecida,

Com teu semblante lívido que alveja.

 

Pra ser sincero, olhando o meu passado,

Aqui sozinho, hoje, rememorando,

Feliz me deixa o dia enevoado...

 

E nessas névoas que o luar encovas,

Vejo o teu vulto indo caminhando 

Numa estrada de liras e de trovas...

 

Thiago Rodrigues 

 

 

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Comentários

  • Maravilhosao soneto, Thiago! Parabéns.

    Um abraço 

    • Grato pelo comentário, nobre poetisa! Uma boa noite!

  • Ave, poeta Thiago! Viajei neste soneto! Parabéns. 1 ab

    • Grato, nobre poeta! Um abraço!

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