Mandrágora

Prefiro ser sincero com você, esse monte de segredos não levam a lugar nenhum, ainda quero meus velhos prazeres e os sentidos são famintos e persistem na loucura esbranquiçada dos ossos,

A vergonha herética treme na fogueira sem glória, ainda contemplo o vale da vida com seu sabor de mandrágora, e me deslumbram esses pássaros sedentos de árvores e jardins,

Prefiro o choro que posso suportar ao amor pelas coisas perdidas, tenho medo desses passos silenciosos que trazem o desespero longo do tempo, a via láctea desintegra sem respostas nesse preâmbulo vazio que forma o limbo,

Posso conjurar meu universo perdido e procurar a árvore cósmica da vida ,renascendo andrógino dentre as flores.

 

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

Diego Tomasco

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Casa dos Poetas e da Poesia.

Join Casa dos Poetas e da Poesia

Comentários

This reply was deleted.
CPP