Cobres m’alma com enormes asas negras.
Coração navega em um mar de tristezas.
Tudo à minha volta se tornou vazio;
todas as cores são de um cinza frio.
Sonho, pois em sonho consigo reviver
momentos preciosos que eu passei com você.
No silêncio do ninho, doce chuva quente,
leviana, sensual e ardente.
Na música romântica dançamos lentamente,
em um ritmo erótico, envolvente.
A tempestade surge de repente:
raios, trovões, batidas fortes se repetindo.
As carnes quentes se abrindo,
sussurros densos,
como densas as nuvens extensas, tão úmidas,
e choram, desesperadas, urgentes, unidas.
Na alegria do sonho, a realidade vazia;
ao adormecer, sonhar; ao acordar, agonia.
Sem nenhum sentido, isolado,
somente encontro um caminho:
a melancolia.
Alexandre Montalvan
Comentários
Como sempre um poema rebuscado! Parabéns poeta Alexandre!