Memória de Vera
Na infância havia um sol manso e verdadeiro,
Que em teus olhos, ó Vera, amanhecia;
Era breve o mundo, simples o roteiro,
E a vida parecia eterna naquele dia.
Mas veio o tempo, sóbrio conselheiro,
Que tudo pesa e tudo silencia;
Levou-te como leva o vento passageiro
A folha leve que no outono se desprendia.
Morreu um sonho antigo no peito guardado,
Feito de tardes claras e riso primeiro;
E eu fiquei como um livro já fechado.
Contudo a vida, mestra de estranho enredo
Escreve adiante outro capítulo inteiro,
Onde talvez floresça um amor sem medo.
FIM
A Domingos
13/03/2026
Comentários
Olá amigo! Salve e salve Antônio! Tuas lembranças, tuas raízes profundas, sua essência e experiências. Mesmo que teu livro feche, ele é capaz de abrir. Grande abraço
Ave, meu amigo! Que delicioso soneto! Parabéns. 1 ab
Muito obrigado amigo Poeta Nelson.de Coração
Este Poema segue a temática da Reencarnação....Um tema do qual você escreve muito bem, em seus lindos Sonetos.
A gente sabe que um Tema pode-se escrever milhares de Poesias.
Agradecemos sua generosidade..
Antonio
um versar reflexivo
onde hoje temos alguem e amanha ja não temos mais
muitas coisas podem acontecer
a pessoa viaja
não quer mais ficar
encontra outra pessoa
ou ate mesmo morre
mas mesmo assim e mediante as situações
ficam gravadas na memoria como um lembrete
um abraço
Obrigado Poeta Davi por abrangente comentário.
Abraços Poéticos sempre
Maravilhoso poema!!! Parabéns e meu abraço a você e Fernanda
DESTACADO
Agradeço muito seu Destaque sempre uma honra para nós Poetas.
Abraços fraternos amiga Poetisa Marcia...
Tudo de Bom, Tudo do Bem