Metade completa
O meu amor é a outra metade
É o carinho da emoção genuína
Que brinca pelos corredores da alma,
Que se despe em sentimentos reais,
Profundos, leves que existem de verdade.
O meu amor foi descartado por momentos ideais,
Por fantasias celestiais de um comboio que passou.
É uma laranja que foi cortada ao meio
Mas que é livre ,
É uma luz que tem sabor,
E tu?
Será que dormes num vazio quando apagas o candeeiro ?
Ainda deitas a cabeça onde tudo poderia ser incrível ?
Isso foi cortado
O medo e uma desvalorização nata foram a faca.
Hoje no palco de uma mentira,
Respiras um passado
numa sala de espelhos onde não vês saída,
Com uma fome enorme de poder,
De poder dizer e ser recebida ,
De conseguir saltar a muralha do meu silêncio
De ser desejada!
Mas sosinha só gritas solidão
Já nem controlas sequer o teu coração.
Eu sou a metade que seguiu em frente,
A memória infinita aos círculos ,
O perfume que ainda vive no ar
Aquela música que toca despercebida
E aquele olhar genuíno que quiseste perder.
Não estou amargo nem dependente
Sou uma metade inteira
Uma metade completa
Sou a metade que guarda o respeito
E o doce que faz todo o sentido.
Bruno Alves
Comentários
Showwwww! Parabéns, Bruno.
Uau! Arrasou na sua poesia de amor em complemento a sua outra metade. Parabens
Bruno
lindo versar
parabéns