Fazer 70 anos
- Carlos Drummond de Andrade -
Fazer 70 anos não é simples.
A vida exige, para o conseguirmos,
perdas e perdas no íntimo do ser,
como, em volta do ser, mil outras perdas.
Fazer 70 anos é fazer
catálogo de esquecimentos e ruínas.
Viajar entre o já-foi e o não-será.
É, sobretudo, fazer 70 anos,
alegria pojada de tristeza.
(...)
Meus 70 anos.
(Ciducha)
São setenta anos, um tempo mais que longo...
Neles, vivenciei grandes alegrias ,
e inúmeros momentos de tristeza.
Mas creio que apesar de tudo, valeu muito a pena!
Muitas vezes sorri para esconder minhas angústias.
Em outras, chorei para demonstrar o prazer que sentia.
O mais difícil são as superações...
De nada adianta nos fingirmos de fortes e mergulharmos,
porque nem sempre é uma pequena onda que nos espera.
Por vezes, é uma vaga enorme com forte correnteza...
Cada minuto da vida, pode ser o último!
E de repente... a gente chega aos setenta anos!
Vista por muitos, como uma heroína,
mulher de pujança notável,
sem espaço para fragilidades,
uma energia sem fim!
Fazer 70 anos não é simples.
A vida exige, para o conseguirmos,
perdas e perdas no íntimo do ser,
como, em volta do ser, mil outras perdas.
Fazer 70 anos é fazer
catálogo de esquecimentos e ruínas.
Viajar entre o já-foi e o não-será.
É, sobretudo, fazer 70 anos,
alegria pojada de tristeza.
(...)
Meus 70 anos.
(Ciducha)
São setenta anos, um tempo mais que longo...
Neles, vivenciei grandes alegrias ,
e inúmeros momentos de tristeza.
Mas creio que apesar de tudo, valeu muito a pena!
Muitas vezes sorri para esconder minhas angústias.
Em outras, chorei para demonstrar o prazer que sentia.
O mais difícil são as superações...
De nada adianta nos fingirmos de fortes e mergulharmos,
porque nem sempre é uma pequena onda que nos espera.
Por vezes, é uma vaga enorme com forte correnteza...
Cada minuto da vida, pode ser o último!
E de repente... a gente chega aos setenta anos!
Vista por muitos, como uma heroína,
mulher de pujança notável,
sem espaço para fragilidades,
uma energia sem fim!
Será mesmo?
A leoa que luta por sua prole,
indefinidamente...
Nem sempre capaz...
nem sempre vencedora...
mas em frente!
E de repente surge no horizonte,
alvissareiro como um dia de sol,
meus setenta anos!
Mas o jogo não acabou...
é bom que saibam que para mim,
apenas começou!
E se esperam de um conselho,
um conceito, um parecer...
sobre essa briga de foice que é a vida,
não se iludam...
O que eu tenho a dizer:
- Joguem os dados.
O que tiver que ser,
será!
E ponto.
Comentários
dizer que a linda Fada das Fotos
não é nenhum fruto de Ficção
pois não somente a conheço bem
como a conhece o meu coração
e a Noite é a Lua feita em Poesia!!!
Que lindeza Zeca!
Fiquei feliz,vaidosa e comovida com seu carinho
Beijos poeticos,querido
Notável sua performance de vida e poética. Mil aplausos e flores.
Obrigada Lilian querida
Beijos
Esta menina vai comemorar os seus noventa e eu estarei aqui para saudá-la.
Mulheres fortes não morrem fácil, apesar do meu coração já danificado um pouquinho.
Eu já li essas poesias. Elas me trazem força, além da beleza dos versos.
Obrigada minha amiga querida
Beijoss
Parabéns, Ciducha.
Muita paz, amor, harmonia e felicidade em sua vida.
Beijinhos de luz e poesias, Flor.
Ivone
Obrigada minha nova amiga
Mais uma vez,seja bem vinda
Beijoss
Ciducha
Minha pulquérrima Ciducha!
Com a eminência dos setenta anos,
a poetisa reflete, com enlevo e mordaz sinceridade,
sobre as reminiscências de uma vida simplesmente prosaica,
iluminada pela luminescência da sua coragem.
A iminência de cada minuto final não a abate; ao contrário,
inspira uma metanoia telúrica.
Lívida diante do abjeto e forte na luta,
ela eclipsa fragilidades e, heroína de si mesma,
renova o jogo da vida com firmeza. Uma poesia que é um sol alvissareiro!
Feliz aniversário que venham mais 70 anos!
Um carinhoso e apertadinho abraço e muitos "lambeijos"
#JoaoCarreiraPoeta.
Que bom que chegaste,João!
Obrigada pelo carinho de sempre o obrigada também pela perfeita análise
de Ciducha
Os lindos botões de rosa,já estão mum vaso na minha sala de estar
Meu abraço apertadinho,retribuindo os "lambeijos"rs