NADA MAIS...

 

 

 

 

 

 

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NADA MAIS...


No templo azul das ilusões mortais,
Guardei teu nome em caixa de presente;
Eras meu sonho, casto e paciente,
Bem longe do rumor dos vendavais.

Calei no peito os ímpetos e os ais
Do meu afeto, tímido e fervente;
Amei-te assim, secreto e reverente,
Como quem ama os dons celestiais.

Se desse amor colhi febril ardor,
O doce mal que em sonho me enleava,
Fez do meu peito um templo de ideais...

E, até mesmo com tudo em desfavor,
A fé bendita em sombra me amparava:
Eu quis te amar somente — nada mais...

Nelson de Medeiros,

14/03/2026

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Nelson de Medeiros

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Comentários

  • Belíssimo Soneto, uma leitura de muita sonoridade e ritmo de leitura que tira o fôlego, nas rimas sonoras da Poesia 

    Destaco o primeiro verso, uma metáfora poderosa que já atrai a atenção do leitor.

    " No templo azul das ilusões mortais" 

    Um Poema de muito Amor, de certos ímpetos e ais.

    Mas, em outras cenas o Amor é piedoso e se queria Amar e Nada Mais.

    Um vocabulário expressivo e muito culto o que valoriza a Poesia como de Excelência

    Tenha o meu pessoal Destaque nesta bonita obra poética..

    Abraços fraternos prezado Poeta Nelson Medeiros.

    Nota:Meu celular não abre as músicas.

  • Nelson

    lindo versar

    amou e sofreu

    um abraço

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