NOS LENÇÓIS
Teu corpo acorda cedo e me abraça,
entre os lençóis azuis de raro linho;
o dia vem nascendo de mansinho,
e a lembrança do ontem me enlaça!
Em teu rosto, a tristeza que esvoaça
faz a mente girar em torvelinho;
à mesa, nosso olhar em desalinho
pressente que a ventura se esfumaça!
Lá fora, segue a vida traiçoeira;
o sol ensaia entrar pela janela,
e o vento traz o adeus que não reclama!
O peito cede à dor que é verdadeira,
a sombra se projeta em torno dela
e sufoca o gemido em nossa cama!
Nelson de Medeiros.
Comentários
Um belo soneto, delicado e doloroso, como um ensaio para o adeus.
Parabéns.
Receba meu abraco com carinho.
DESTACADO
Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, que lindeza Nelson!
Meus aplausos e meu abraço
Tocante seu poema, Nelson. Parabéns pela sensibilidade. Abraços
Versos que causam um desligamento da realidade. Sedutores.
Caro poeta Nelson de Medeiros
Um belo poema de amor, com versos que nos deixam extasiados.
Parabéns
Abraços