NOS LENÇÓIS
Teu corpo acorda cedo e me abraça,
entre os lençóis azuis de raro linho;
o dia vem nascendo de mansinho,
e a lembrança do ontem me enlaça!
Em teu rosto, a tristeza que esvoaça
faz a mente girar em torvelinho;
à mesa, nosso olhar em desalinho
pressente que a ventura se esfumaça!
Lá fora, segue a vida traiçoeira;
o sol ensaia entrar pela janela,
e o vento traz o adeus que não reclama!
O peito cede à dor que é verdadeira,
a sombra se projeta em torno dela
e sufoca o gemido em nossa cama!
Nelson de Medeiros.
Comentários
Belíssimo...
“Os momentos se eternizam na memória,
onde a vivência do amor aprende a nunca passar.”
Os momentos não se perdem.
Eles repousam na memória como um lugar sagrado,
onde a vivência do amor continua respirando,
mesmo quando o tempo insiste em seguir adiante.
Ali, tudo o que foi sentido permanece
intacto, silencioso, eterno.
Nelson
debaixo do lençol é feito uma trama e um drama
que fica dificil de descrever
mas o coração senti que é bom demais
um abraço
Um belo soneto, delicado e doloroso, como um ensaio para o adeus.
Parabéns.
Receba meu abraco com carinho.
DESTACADO
Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, que lindeza Nelson!
Meus aplausos e meu abraço
Tocante seu poema, Nelson. Parabéns pela sensibilidade. Abraços
Versos que causam um desligamento da realidade. Sedutores.
Caro poeta Nelson de Medeiros
Um belo poema de amor, com versos que nos deixam extasiados.
Parabéns
Abraços