O Cortejo

Quero olhar-vos com olhos de pureza,

Na solitária ermida sem altares,

Quero velar o céu e sem tristeza 

A face ver dos místicos luares.

 

Pela estrada deserta a certeza 

De que uma noite ireis a caminhares,

Longe da voz blasfema da impureza,

Dos invernais castelos dos pesares.

 

Da névoa que envolve os corações 

E torna-os como sinos solitários 

A plangerem tristes tuas canções...

 

Longe dos olhos maus sem um lampejo,

Na paz da aurora, dos ocasos vários,

Vendo andares das folhas o cortejo...

 

Thiago Rodrigues 

 

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Comentários

  • Boa tarde, poeta! Belo é o teu soneto. 1 ab

    • Obrigado, Nelson! Um abraço!

  • Uauuuuu! Que soneto belo! Parabéns, Thiago!

    DESTACADO 

    Um abraço 

    • Obrigado, Márcia! Um abraço!

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