O êxtase de Herodes 

O êxtase — de um mundo em movimento;
sêmen que corre pelas águas — do rio profundo;
e nas lascividades breves de um momento
escorre lento — do raso ao fundo.

Segura — o grito preso na garganta;
as lágrimas, sim, começam a rolar.
Roucos gemidos — que até espantam —
buscam prazer no eterno afundar.

Um só corpo em dois: vítima — e algoz;
neste espasmo que é contínuo — e lento,
contorce o ventre em um gozo feroz;
geme enlouquecido — louco alento.

E um mar enfurecido — explode;
estas ondas, no êxtase do prazer,
te lançam — nos braços poderosos de Herodes:
e a escolha cruel — matar… ou morrer.

Alexandre

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Alexandre

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