O TELEFONE

 

Antes da Internet e dos celulares.
O TELEFONE é um poema de Nelson de Medeiros Teixeira;
Créditos: O TELEFONE
Letra autoral de Nelson de Medeiros Teixeira
Efeitos Musicais da IA com supervisão do autor da letra.

 

O TELEFONE

Eu tenho um fone antigo, sem serventia,
Que em meu quarto sozinho me faz companhia...
Já foi da felicidade carteiro!
Porta-voz de alguns devaneios,
Muito me disse de males alheios,
E, da morte inda foi mensageiro!

Há muito não serve a minha pessoa,
Nenhum tilintar de seu bojo ressoa...
Também vive só, nada ouve e nada fala!
Guarda com ele grandes segredos,
Histórias de amor de vários enredos,
E até da paixão que avassala!

Porém, ontem na madrugada vazia,
Saiu enfim de sua apatia...
Seu tintinar ouvi de repente!
Atendi no instinto do amor...
Contudo...O lado oposto ficou mudo,
E, senti a dor da saudade somente!

Mas, ela é palavra abstrata,
Apenas quem sente a retrata...
É cheia de sonhos e vãs esperanças!
Por isso a razão me chamou à verdade:
Foi ela a estafeta desta saudade!
Só que saudade não telefona...
Só manda lembranças!

Nelson de Medeiros Teixeira

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Nelson de Medeiros Teixeira

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Comentários

  • De fato muita inspiração e criatividade com a movimentação do vocabulário. O telefone analógico, reflexões, inflexões.Um pouqtito de bom suspense 

    Muito especial, lomganime e o Amor.

    Parabéns prezado Poeta Nelson Medeiros 

    • Bom dia, Poeta Antonio. Gratissimo. 1 ab

  • Muito bem, poeta!

    Não sei como conseguíamos viver em uma casa com seis pessoas e apenas um telefone fixo.

    Lembro que, certa vez, o telefone tocou... alguém atendeu, me chamou e disse que era para mim.

    Era a minha namorada.

    Atendi... ela havia ligado para terminar o namoro.

    Em poucas palavras, disse que tudo estava acabado e desligou.

    Eu fiquei parado na linha, ouvindo apenas o "tu... tu... tu...".

    Segurei a lágrima, sem saber o que fazer...

    até que criei forças para colocar o telefone de volta no gancho.

    Todos estavam lá na sala...

    e eu simplesmente saí...

    como se nada tivesse acontecido.

    • Ave, Meste Sigma. Coisas da vida que parecem irreais, mas acontecem né? 1 ab

  • Nelson

    um versar maravilhoso

    o telefone que antes foi muito utilizado 

    ficou na prateleira deitado

    mas a saudade fez ele tocar novamente e as lembranças voltaram

    um abraço

    • Bom dia, Davi. Obrigado, sempre. 1 ab

  • Sua inspiração e inesgotável, meu prezado Nelson.                                                                     

    Parabéns.                                                                   

    Grande abraço.

     

     

    • Bom dia, Mestre Max. Sua gentileza tb é inesgotável, meu companheiro de lustas terrenas. 1 ab

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