OUTONO
O outono é carrasco
das folhas.
Arranca-lhes o verde,
eufórico pelo marrom da morte,
mostrando a nudez dos galhos.
Mas é amigo do descanso.
Arquiteta o repouso
da beleza
que há de renascer.
As noites existem,
escondem as cores,
para que, daltônicos,
curemos o cansaço
e reencontremos
a lucidez pela manhã.
Dormir não é perder tempo.
É deixar que a noite
faça seu trabalho.
Dispa nossa teimosia,
como o outono
despe a árvore.
Assim, a primavera
pode vesti-la novamente
com folhas novas e viçosas,
com sonhos nunca brotados.
MHermes.
Comentários
Caro poeta MHermes
Um poema com um toque das estações que passam e se aglomeram no ano inteiro.
Parabéns!
Abraços
Saudações das Sagas! Bem inspirado! Interessante e diferente. Gostei!
Uma grandiosa inspiração! Parabéns poeta Mauricio!
Olá poeta, amo o outono
é inspirador, e prepara a chegada
da primavera, onde o amor morno
aquece entres as flores
Belissímo poema
Prezado Amigo e Poeta Maurício Hermes.
Vossa belíssima poesia “Outono” traz uma bela reflexão sobre os ciclos da existência, e em especial desta bela estação do ano, em que perder também significa “”preparar-se para recomeçar””
Belíssima finalização quando o Poeta cita que a Primavera pode vestir novamente as folhas viçosas do Outono.
O outono despe as árvores, mas igualmente estimula a inspiração e a poesia, ensinando que o repouso pode ser fértil.
Destaco o verso:
“Dormir não é perder tempo.”
….síntese precisa de que há pausas necessárias para restaurar a vida.
Assim como a árvore aceita a nudez dos galhos, o ser humano necessita do descanso para vestir-se novamente de sonhos.
Abraços fraternos e poéticos de Fernanda e Antonio Domingos