PALÁCIO DE PAPEL

 

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 PALÁCIO DE PAPEL

 

Um dia eu tive um sonho iluminado,
de luzes que brilhavam num salão;
dançava alucinado, sem noção,
num mundo só por mim arquitetado!

Mas o tempo passou como um clarão,
e logo despertei, desencantado;
dos sonhos onde estava enraizado,
restou desdém, deserto e solidão!

A glória que existiu virou derrota,
e o palácio caiu pelo avesso
num mundo hostil, deserto e em desvairio!

Quis encher de afeto a minha rota,
mas a vida, severa, cobra o preço:
— Hoje minha alma é cheia de vazio!

 

Nelson de Medeiros, 27/01/2026 – Terça-feira – 01h00

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Nelson de Medeiros

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Comentários

  • Maravilhoso soneto, Nelson! Só resta aplaudir e destacar

    DESTACADO

    Um abraço

    • Ah! Minha doce amiga poetisa Márcia. Teus destaques sempre levam o bardo aos píncaros da vaidade. Ovbrigado. bj

  • Bonito soneto, caro poeta. Parabens. Abraços afetuosos

    • Ave, menina. O bardo te saúda, te agradece e te manda beijos respeitosos. 

  • Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuu, que lindeza Nelson!!

    Abraço

    • Grande Cidcuha!! Ave! o bardo te agradece a deferencia de sempre. bj

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