Pés no chão

Caminhei pelas noites as alegres e as ruins
Tempos em que enfrentei as pequenas fadas
Elas tinham essa mania de acreditar em mim
Tentavam me tirar dos sonhos das madrugadas

Era estranho eu dizia caminhar em pisos do concreto
Sempre foi mais fácil viver dentro dos sonhos ingênuos
Entrar em cada canção com nossos desejos mais secretos
E espiar o mundo de vez em quando pela flauta que possuo

Até que as fadas cresceram se tornaram minha intuição
E fui arrancado daquele mundo onde eu vivia isolado
Aprendi enfim a confiar e consegui colocar os pés no chão
Mas ainda hoje quando tenho medo e me sinto perturbado

Atravesso a madrugada e reencontro a poesia e a canção

Deus abençoe todos os tempos
Carlos Correa

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Comentários

  • Gestores

    Encantadores versos, formosa poesia.

    Reitero o Destaque da Márcia.

  • "Atravesso a madrugada e reencontro a poesia e a canção"

    Encontro maravilhoso!  Bela inspiração 

    Bjinho pra você!

  • Cada verso seu é um abraço poético.

  • Maravilhoso poema, Carlos! O poema e a música, um quadro poético belo. Parabéns e um abraço.

    DESTACADO 

     

    • Obrigado minha amiga tão amiga....rs...bj grande fica com Deus

  • Não gosto de ser conciso, e nem devo diante desta tua arte de escrever, poetizando a vida ao som de belíssimas músicas. O "dotô" me fez pegar gosto pelo feminino "bourbon", mas que "baita" poema e música maravilhosa, parabéns — ©JoaoCarreiraPoeta.

    • é sempre uma alegria imensa quando te vejo por aqui....o bourbon, ah o Bourbon...me afastei dele por uns tempos, mudei um pouco, mas meu carinho por ti, esse não muda. Obrigado amigo. Fica com Deus

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