A paixão avassaladora mata,
feita de prazer, sangue e dor;
é brilho de ouro, mas é só prata,
ou dor de amor — nem melhor, nem pior.
Viciante incivilidade ingrata,
entrega à vida um universo de cor;
a mão do homem passa a ser uma pata,
e as suas ações, as do pior roedor.
É um rato em imagem caricata,
que sempre se rebaixa, aqui, ali, aonde for;
certo de que aquilo que não engorda, mata,
suscita no prazer uma fonte de dor.
E faz essa escolha insensata:
entre a dor e o prazer, escolheu o prazer,
bancando um psicopata —
gozou até morrer.
Alexandre
Comentários
Li e reli com emoção. Parabens, poeta