Quando a Alma Cala
Toda jura que te fiz foi cumprida;
Palavra por palavra, digo agora.
Fiz de ti, templo, e te dei a vida;
Foste meu senhor, fui tua senhora!
E hoje ouço que isso foi jura de outrora;
Que fora falsa a lágrima caída.
Apenas uma cena à luz da aurora;
Que fora um choro falso à despedida.
Já não importa o que pensas e falas;
Minha palavra a ti não tem valia.
Irei deixar o tempo resolver.
Mas saiba, se voltar, minha alma cala;
Não sou mais a mulher que te dizia:
Que sem o teu amor iria morrer.
Márcia Aparecida Mancebo
Comentários
Impecável caríssima Márcia 🌷. Aplausos e flores
Obrigada, Lilian. Bjs
Bom dia, querida Márcia, por que um soneto bem estruturado emociona? Ora, pois, porque ele é breve, mas profundo: em poucos versos, pode transmitir sentimentos intensos. Eu sinto que mistura rigidez formal com liberdade criativa: dentro da estrutura fixa, o poeta pode explorar metáforas, imagens e emoções infinitas. Veja, além, de criar uma tensão estética: a beleza está no contraste entre a disciplina da forma e a espontaneidade da inspiração. Parabéns mestra — o "Poeta do Tempo e da Ternura" te abraça carinhosamente — ©JoaoCarreiraPoeta.
Obrigada, João.
Um abraço.
Marcia
o amor quando termina fica mudo o coração apaixonado
um lindo versar
um abraço
Obrigada Davi. Um abraço
Nobre poetisa Márcia
Um belo e romântico poema, com versos lindos.
Parabéns
Abraços
Obrigada, Bridon. Um abraço