Dizem que ela nasceu da dor, mas ninguém percebeu que, mesmo ferida, ela já cintilava amor. Seus gestos carregam um eco suave do que um dia perdeu não por fraqueza, mas por ter amado com uma entrega que o mundo raramente compreende.
Em sua pele vive o desejo, não aquele que queima descontrolado, mas o que acende devagar, como uma chama que sabe exatamente onde tocar. Talvez seja por isso que ela carrega o aroma do proibido: aquilo que o coração teme, mas ainda assim escolhe.
Quando caminha, deixa um rastro que desfaz o desprezo e transforma qualquer sombra em esperança. Há quem diga que o amor que se foi ainda vive enrolado nas dobras do seu sorriso, porque ela aprendeu a guardar memórias com ternura, não com peso.
Seus olhos cor da terra nunca mentem: neles cabem raízes, abraços, tempestades que viram flores. E quando olha para o céu, parece ser ela quem sustenta a galáxia, como se pudesse recolher estrelas com as próprias mãos.
Dentro dela existe um mundo de poesia, tão vasto que dá vontade de morar lá um universo onde tudo que é simples se torna sublime. Quem a encontra, cedo ou tarde, se torna o cortejado, mesmo sem querer; ela faz isso sem esforço, como quem respira.
Ela sente saudades com uma pureza que só os grandes amores conhecem, e seus ciúmes são doces, tímidos, quase um pedido de cuidado. O que habita seu peito é um sentimento conciso, direto, mas tão profundo quanto o mar que a embala por dentro.
Sua voz é música que faz o mundo silenciar. Mas se algum dia se afasta, deixa um pequeno rastro de abandono, não por querer ferir, mas porque até a luz precisa de sombras para continuar brilhando.
E então perguntam:
Quem é ela? Quem é essa musa tão misteriosa?
E o próprio vento responde, suave, apaixonado:
pois onde ela passa, nasce poesia e amor...
A Musa de todos nós: A Própria Inspiração!
Comentários
Ave, Isa. Não apenas li — demorei-me nesta sua belissima prosa poética lírica. bj
Olá poeta... obrigada por vir e ficar...
Meus parabéns por descrever assim, desse jeito tão poético e tão belo, as qualidades da mussa de todos nós.
Os gregos tinham nove musas, todas elas filhas de Zeus e da deusa de memória, Mnemosine.
Grande abraço.
Olá poeta
Honrada por sua vinda!
Rocha
naveguei em sua poesia
sondei seu coração que abriga mil emoção
Alcanças as estrelas e conserva o brilho da poesia
És mulher maravilha e voa nas asas do vento
Caminhas junto da poesia e magia
e registra todos os movimentos
um versar gostoso de ler
um abraço
Olá Davi
O crédito é todo para a musa Inspiração
Obrigada por suas palavras e carinho!
Deus abençoe
Um texto expressivo de belas . metáforas mas sempre guardando um certo mistério já que o texto se movimenta em nuances poéticas de muitos teores, ciúmes, sentimentos sempre a flor da pele, a favor da criatividade. Carregada de mistério e sensualidade delicada
É um texto que a princípio se refere ao feminino.E um jogar simbólico e subjetivo que aos poucos e na finalização há o desfecho maravilhoso...
Lindos trechos,vou destacar um deles muito especial " Sua voz é a música que faz o mundo silenciar" e assim vemos e sentimos o protagonismo da Musa que se faz a Nossa Própria Inspiração..
Sim, amiga Poetisa....A Própria Inspiração é a nossa. mãe de todos os segundos "
Parabéns prezada Poetisa Rocha por belo momento Poético..
Abraços fraternos de Fernanda e Antonio Domingos
Olá meus queridos,
Observou muito bem, gosto do mistério
de mexer com a curiosidade do leitor, o segredo revelado no final..
Gratidão por seu olhar tão atento!
Deus abençoe