Me descobri no oculto,
Olhando ao longe,
Vi uma estrada infinita.
Fui à luta com calma,
Para não me estressar.
Apenas usei as armas
Que eu tinha para lutar.
Não me espelhei em ninguém,
Isso não me faria nenhum bem,
Porque, quando me olhar no espelho,
Quero me ver do outro lado,
Sem sentir meu ser derrotado.
A minha essência não perderei,
Pois o que acontece aqui dentro
Ninguém sabe, mas eu sei.
Vou continuar sendo o que sou,
Subirei o pódio da glória,
Escrevendo a minha história.
Não desviarei da rota,
Seguirei minhas diretrizes.
Como árvore frondosa,
Podem até cortar os meus galhos,
Mas não arrancarão minhas raízes.
Pois, através delas, tornarei a crescer,
Porque sou como a Fênix
E, das cinzas, sempre irei renascer.
© Sandra Leone
Lei nº 9.610/98
Imagem: Internet
Comentários
Belíssimo poema-prosa. Altamente reflexivo e de uma certa autocrítica.. .
A autora quer firmar sua personalidade e suas raízes.
As influências do mundo moderno influenciam, mas não pode abalar nossas estruturas.....No amor queremos liberdades e não cobranças sem noção....
O que vale é o belíssimo Poema da Poetisa Sandra Leone..... somente ela sabe de seus sentimentos...
Parabéns amiga
Abraço de Antonio Domingos
Uau!!! Sensacional!!! Parabéns Sandra!! DESTACADO!!
Uau! Sábias palavras para se ler e meditar; em versos de raro primor! Meus aplausos! Deus te abençoe.