Retalhos
Nos afogávamos em nossas dores,
Enquanto a brisa, ao passar, murmurava —
Num sopro leve, acariciando as flores —
Que o nosso imenso amor agonizava.
Sem nos ater aos gritos do sentir,
Entre os ruídos da vil solidão,
A dor adormeceu ao pressentir
O abatimento... Oh, pobre coração!
Nem lágrimas caíram ao piscar,
Somente uma frieza escancarada,
O peito a arder em chamas, a clamar:
Não deixe o amor morrer na madrugada."
E quando nos sentimos alertados,
Era tarde demais: o amor jazia
Em plena aurora do nosso traçado,
Retalhado em pedaços, nossos dias.
Márcia Aparecida Mancebo
Comentários
Linda memória do amor amiga Márcia, também é presente ler-te. Abraços
Obrigada,Luiz!
O que não faz a inspiração, não é?
Um abraço
Como amo ler-te
São versos cheios de vida
Quando leio você é como
apreciar lindas telas pintadas em pequenas
e perfeitas pinceladas
Parabéns Menina, amei muito!
Bjinho
É recíproco, menina! Teus versos cantam e encantam.
Bjinhos
Eminente poetisa, Márcia, seus versos são crocheteados maravilhosamente, parabéns e um carinhoso abraço, © #JoaoCarreiraPoeta.
Obrigada João, pelas palavras animadoras.
Um abraço
Que belíssima Poesia amiga Poetisa Marcia.
Os versos são fortes, e os retalhos formam a Poesia.
" Em plena aurora de nosso traçado,
Retalhado em pedaços nossos dias" muito lindo este verso.
Parabéns e Abraços fraternos
Obrigada, Antônio!
Um abraço
Talvez nunca seja tarde demais para encontrar novamente o amor.
Meus parabéns, querida amiga, e um grande abraço!
Obrigada pelo comentário, Juan!
Um abraço
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