Sem nenhum alarde, meu caro, o engodo
na boca arde, e eu passo por louco,
mas tento dizer a verdade.
As minhas palavras são miseráveis,
explodem, e é como se não fosse pouco,
cospem no seu chão.
Não posso evitar o contrário,
no ato basal de encontrar o ordinário
ou o mínimo imaginário:
o som rouco da palavra que a m’alma perfuma,
a dizer coisa nenhuma.
No céu, o vento sopra cada tormento,
e o som que na minha boca ecoa
é a dor que exala do meu coração —
palavras que o vento não perdoa,
mas que só falam de amor e de paixão.
Alexandre Montalvan
Comentários
Aplausos Alexandre!
Lindos versos!
Abraço
Aplausos poeta Alexandre! O seu poema é lindo e tem um vocabulário rebvuscado!