As lágrimas caem quentes e lentas,
São chuvas da minha alma em aflição.
São lamentos que nada aguenta,
Relâmpago mudo no coração.
Sinto-me um céu pesado, dolorido,
Uma tempestade presa no peito,
Nuvem solitária, sem abrigo;
Um gesto amoroso que foi desfeito.
Então interrogo-me pra entender
Se sou chuva carregada, sem trovão,
Águas represadas, sem ter poder
Como hei de aliviar esta tensão?
Chove em mim, mas ninguém sabe o porquê.
Ninguém vê minha face tão cansada;
São esfoliações deste meu viver.
São sombras da vida mal desenhada.
Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva-SP
Comentários
Que encanto do seu versar, lindo! Amei ler te. Com carinho e poesia
Como não se admirar com tamanha fluência e sensibilidade.... Palmas e flores, Márcia
Uau! Que lindo poema! Que inpiração, quanta sensibilidade! Amei de montão! 1 ab
Obrigada, Nelson!
Um abraço
Olá prezada Márcia, belos, que mesmo na melancolia o poema não afetado. Abraço
Obrigada,Luiz!
Um abraço
Belíssima Poesia em linda Temática, Sombras da Vida amiga Poetisa Marcia.
Um espetáculo de lindos versos em Belíssima Poesia.
Abraços fraternos
São sombras da vida mal desenhada.....lindo verso
Obrigada Antônio.
Um abraço
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