SONETO DA PRUDÊNCIA
Se a fala não constrói, guarda a mudez;
Não soltes verbo vão, que nada ensina.
A língua que propaga a voz ferina
Espalha horror, vazio e mesquinhez.
Quem fala sem pensar, do amor declina
E espalha pelo ar sua rudez;
A frase, quando vem sem lucidez,
Traz sombra que na alma predomina.
Mas, quando a voz desperta o entendimento,
Erguendo no convívio alguma luz,
Fecunda o solo fértil do argumento.
Porém, se o verbo estéril nada diz,
Convém, então, calar o que seduz
— Pois maldade, no estulto, é diretriz!
Nelson de Medeiros, 03/2026
Comentários
Encantada com um soneto tão lindo e verdadeiro.. Parabéns, Nelson!
Um abraço
DESTACADO
Ave, querida amiga. Teus destaque são sempre inspiração, tenha certeza. Te agradeço por isso. bj
Uauuuuuuuuuuuuuuuu que lindeza de versos, meu Amigo
Aplausos e meu abraço
Ave, Cidcuha. O bardo te agradecce e te saúda. bj
Nelson
a pudencia deve ser sempre a referencia
um abraço
Ave, meu amigo. Com certeza. Prudencia e caldo de galinha nenhum mal fazxem, né? r; obrigado. 1 ab
Admirável vocabulário e enredo de amor e sina bem desenvolvidos no soneto. Aplausos
Ave, meinha linda e doce me nmenina poeta! Tua presença em minha escriva é motivo de júbilo e satisfação enormes. bjs.
Que soneto mais sábio!
Um belo ensinamento ele traz.
P A R A B É N S !
Ave, Bela Margarida! Que delicia recebe elogios de ti, minha amiga. bj