SONETO DA REDENÇÃO

 

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SONETO DA REDENÇÃO

 

Fugi da peça escrita no destino
e atuei no teatro da amargura;
imerso nas sombras da loucura,
fui lançado ao mundo em desatino!

Depois, quando alcancei o grande ensino,
quis procurar, por ele, a minha cura;
deixei a dor que outrora foi tortura
e renasci um pouco mais menino!

E, se a culpa é um peso para a paz,
existe sempre um modo em nossa lida,
ao se atentar, enfim, pra lucidez,

pois todo bem que hoje a gente faz
— dispõe a lei maior que rege a vida —
apaga o mal que ontem a gente fez!

                                                                                                                            Nelson de Medeiros, 01/01/2026

 

 

 

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Nelson de Medeiros

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Comentários

  • Gestores

    DESTACADO por euzinha também.

    Belíssimo, Poeta.

  • Belíssimo soneto, Nelson!

    Um fecho certeiro 

    ''pois todo bem que hoje a gente faz

    — dispõe a lei maior que rege a vida —

    apaga o mal que ontem a gente fez!

                                                        

    DESTACADO 

    Um abraço 

     

                                                              

  • Nobre poeta Nelson de Medeiros

    Redenção sempre necessária quando se trata de uma desejada conquista e que só acontecerá se realmente nos render ao amo.

    "pertenço a ti e você a mim , com cordas do cupido você me amarrou"

    Parabéns!

    Abraços

  • Nelson

    o ideal é praticarmos sempre o bem

    um versar reflexivo

    um abraço

  • É caro poeta, então vamos fazendo o bem. Notável sua inspiração com esse toque espiritualista. Abraços carinhosos

  • Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, que lindeza meu Amigo!!

    Aplaudo de pé!

    Abraço

  • Neste belíssimo Soneto da Redenção, em lindos bem construídos versos poeticamente expressivos, eu como leigo observo um dos bens maiores do ser humano que é a capacidade de perdoar, conceder o perdão...nos seus últimos lindos versos....

    Também sou muito inspirado na reencarnação, e nisto me alinho ao nobre Poeta.

    Parabéns prezado Poeta Nelson Medeiros por mais um belíssimo Soneto com suas todas digitais poéticas.

    Abraços de Fernanda e Antonio Domingos 

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