Soneto Maluco

Resmunga o louco na sua demência
Para, olha, ri e finge que escuta
No olhar brilha uma alegria imensa
É tão livre e nada o imputa

Bate o louco o pé pura cadência
É maestro com sua batuta
Quem o vê assim, logo pensa
Pobre homem parece biruta!

Como assim? É isto que se pensa!
Não se percebe a diferença
Vidro não é uma porcelana

Onde será que esta o hospício
No louco pensamento fictício
Ou na fria realidade humana?

Alexandre Montalvan

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Alexandre

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Comentários

  • obrigado a todos amigos desta conceituada casa por tão bondosos comentarios 

    um forte abraço

    alexandre

     

  • Olá Alexandre... 

    Belíssimo poema....

    Lembrei-me de meu filho que é especial, Fábricio, 43 anos...Em sua loucura tem muita lucidez. Com 4 filhos, mesmo dito louco é o melhor filho que tenho, carinhoso, inteligente e meu amigo....Ele sofre, mas a gente ajuda e cuida.

    Parabéns pela valorosa e poética obra

    Antonio

  • Um soneto magnifico. parabéns. Abraços

  • Gestores

    3695879622?profile=RESIZE_710x

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