Sons ausentes
Com o coração em exílio, me angustio.
Num perpétuo silêncio, voo nas sombras.
Me afasto, me tranco, sem nada ouvir.
Emudeceram as vozes... Morreu a alegria.
Na face, escorrem lágrimas de saudade:
Do barulho, das emoções sentidas
em conversas, da fala apropriada
no momento certo, quando tudo desespera.
É um puro naufrágio da esperança,
sem alternativas cabíveis.
Este sentimento desesperançoso desgasta,
corrói, sufocando a minha alma.
São horas que ferem nas linhas da escuridão.
Hoje vejo como é importante o barulho,
para não sentir saudade sem eco...
Como um navio perdido, sem porto.
Márcia Aparecida Mancebo
Comentários
Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, que lindooooooooooooo!
Me inspirste , querida
Me aguarde
Beijosss
Márcia
no passado a casa cheia e uma barulheira
no presente a casa quase vazia num silencio mortal
um versar reflexivo
um abraço
Sons ausentes é uma Poesia forte, e senti emoção ao ler...
Lindíssimas Metáforas, belos versos...
Uma belíssima Poesia... Amiga para mim existe a Poesia seja triste ou alegre... Não gosto de retratar uma poesia de Triste, poesia de fatos e de qualidade e Excelência
Parabéns por belíssima Poesia, mais uma pérola de poesia de Excelência
Não só o coração, mas a vida toda parece em exílio, muitas vezes.
Verdade, Margarida. Obrigada querida amiga! Bjs
Nobre poetisa Márcia
Um poema muito bem elaborado, com encantadores versos.
Parabéns!
Abraços
Obrigada, Bridon! Um abraço