SUSPIROS
O sol, em azul-rubi, a tarde finda
em céu de luz que lento desvanece;
a dor do mundo o bardo agora esquece
e busca o que é de bom na Terra ainda!
Sua chama inspiradora se engrandece:
olhando então a musa, ele se inclina
e, ao ouvido, lhe diz quase em surdina:
— O teu rosto é o céu da minha prece!
Ela, fitando a tarde que morria
num tom de azul e fogo, matizada,
envolvida na divina aquarela,
indaga: — “Acaso fazes poesia?”
— Não — diz o bardo à musa deslumbrada —
ao contrário, eu que sou feito por ela!
Nelson de Medeiros
Comentários
Magnífico, Nelson. Você é mesmo pura poesia.
indaga: — “Acaso fazes poesia?”
— Não — diz o bardo à musa deslumbrada —
ao contrário, eu que sou feito por ela!
Todo o poema é uma obra de arte única - mas este verso é exuberante!
Parabéns Poeta ( Soneto Perfeito)
Abraço
Nelson
arrazou
um versar lindo
um abraço
Uau ! Eu que sou feito poela! Grandiosa Inspiração! Parabéns!
Lindo demais seu soneto. Flores a ti, Nelson🌻🌼🌸🌺
Ave, minha bela! Colho as flores, coloco-as à frente do piano e ouço esta valsinha, tão sensível como a poetisa. bj
Versos lindos que a gente e a Poesia suspirar.
Um encanto de Poesia.
Merecido Destaque
Parabéns nobre amigo Poeta Nelson Medeiros.
Uma Excelência de Poesia.....com suas digitais....e o Amor sempre protagonista
Abraços fraternos de Fernanda filha e Antonio Domingos
Grande amigo. O bardo te saúda e te agradece, sempre, a deferencia.
Uauuuu!! Belíssimo soneto.... Parabéns, Nelson!
DESTACADO.
Um forte abraço
Ave, minha doce amiga Márcia. Como é bom ler os teus comentários. São lenitivos, com certeza. Forte abraço