TACITAMENTE
Gasto e desacreditado,
O “Eu te amo” não foi seu.
Não foi preciso lhe dizer
Tudo que me consente
E o que eu próprio sinto.
Tem sido desse jeito
Assim tênue e inaudito,
Cruzando olhares e gestos,
Que temos atravessados
No peito tantos trajetos.
Se antes a direção vinha
De qualquer estranha estrela,
Hoje me guio pelo chão
Que pisa junto comigo,
Seja ele de pura terra
Ou de mais terna emoção.
E a cada passo mudo,
Lado a lado, mais sabemos
Não precisar dizer tudo.
(dez-2025)
Comentários
Que delicadeza em cada palavra sua!
Abraços sinalizados
Grato, Therezinha! Um abraço!