Pode ser que a vida dure uma vez, e que finalmente tenha que experimentar entrar num cabaret, a noite solitária e o branco dos meus erros ainda me absolvem,
Matei a galinha dos ovos de ouro imaginando crescer em silêncio, deixando meus sonhos em repouso mais uma vez, e agora os tubarões me rodeiam como estranhas aves de carniça,
Mais a verdade ainda é calma e tediosa como uma estatua de bronze, tão linda e tão inútil, porque certas mentiras aínda fazem falta,
A metade da vida é uma velhice que ameaça com um telegrama dizendo que o sonho pode acabar, é difícil sentir que manter-se lucido funciona como um jogo psicológico mostrando uma fronteira difícil de atravessar,
Não falemos de tempos modernos, nem de sombras e adultérios, o futuro não espera e tem muitos sorrisos falsos...
Comentários
Muito especial sua Poesia... São reflexões acerca da vida e do tempo..
O trecho " A metade da vida..... uma fronteira difícil de atravessar" é a postura equilibrada do Poeta... É uma representação do AGORA...
Merecido Destaque
A metáfora " Não falemos de tempos modernos, nem de sombras e adúlterios, o futuro não espera e tem muitos sorrisos falsos". é forte e mostra o tom realístico do Poeta de que o futuro virá nas mesmas condições do passado...Com adultério, sorrisos falsos... sim...a sociedade vive consternada e sem esperança.
Parabéns prezado Poeta Diego Tomasco por Belo Trabalho poético...
E por estes análises que vale a pena continuar abraço fraterno meu querido Antônio
Verdade, verdadeira, Diego. Parabéns.
DESTACADO
Um abraço
Ave, poeta! Pois é... Com certeza... 1 ab
Abraço