Sou aquilo que tu vês,
caos transformado em humano,
cheio de medos e desenganos,
um humano encharcado de talvez.
E, talvez, eu consiga um dia voltar,
voltar a sentir uma feliz inocência;
desengano e inocência farão um par,
minimizando a dor da tua ausência.
Não posso ter a ternura de estar,
pois perdi o amanhã e também o ontem,
e, sem tê-los, não posso te dar,
e não há no mundo quem os aponte.
Escrevo usando a minha insensatez,
mesmo que tente pressenti-la, eu me dano,
pois a vida é como um jogo de xadrez,
onde o pião tem o rei como seu tirano.
Alexandre Montalvan
Comentários
Lindíssimo! Parabéns, Alexandre!
Abraços
Você pode dar o HOJE. É o que importa.
Quanto ao jogo de Xadrez, nada entendo, Poeta Alexandre.
Bravissimo!!! Aplausos, Alexandre