Unicamente

Da janela eu vi a vida
que passava pela rua,
vicejava ao caminhar
e
pululavam risos, frutos, amores,
pululavam as flores,
pululavam crianças a brincar.

Da janela eu vi a vida
que passava sorrateira;
formigavam conflitos
e
discórdias e guerras,
formigavam gritos aflitos,
bravuras, brados lançados
no infinito.

Da janela eu vi a vida:
a magia do conhecimento,
artes, entretenimento, lazer;
e
fervilhava a sabedoria,
fervilhavam artes cênicas,
músicas e poesia,
fervilhava amor pelo saber.

Da janela eu vi a morte.
Eu tive um mau pressentimento,
eu tive medo,
mas docemente ela me disse:

“Não se importe,
morto você está faz tempo.”

Alexandre

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Alexandre

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