Valsa do Tempo.
Em silêncio, assumo a madrugada,
Com minha alma a ecoar em ressonância.
A uma dor à luz transfigurada;
Onde repousam todas as minhas ânsias.
Um desejar ardente que angustia,
Em transcendência, num rito sutil;
A noite vela a dor em agonia,
Tornando-a branda num gesto gentil.
O tempo valsa sua efemeridade,
Como se fosse brisa entre os cabelos.
Meu coração querendo a liberdade;
Naufraga em desafio ao pesadelo.
Enquanto a mente anseia plenitude,
A vida se revela a cada traço.
Meu ser em movimento de atitude;
Tenta curar a dor passo a passo.
Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva-SP< /em>
Comentários
Márcia
o tempo valsa sem parar o tempo
mas o salão onde valsamos é o mesmo
um versar bonito
um abraço
Obrigada.
Um abraço
Menina!!!
Que linda poesia, quantas nuances e harmonia!
Bjinho em você querida poetisa!
Confesso que posso ouvir a melodia...
Obrigada.
Bjs
Meus parabéns, querida Márcia; espero que essa dor fique definitivamente curada.
Um grande abraço!
Obrigada.
Um abraço
Márcia, há perfume de memória em teus versos, e também, um eco de "ternurística", que reverbera em um peito sensível e poético. Parabéns e um afetuoso abraço! ©#JoaoCarreiraPoeta.
Obrigada João!
Um abraço
Belíssima poesia! Lembrou-me a saudosa poetisa Auta de Souza. Meus aplausos!
Obrigada, Thiago!
Um abraço