Vigília
Espero-te como espera o rosal
a chuva lenta que lhe devolve a cor;
em cada pétala, pressinto um sinal
do teu perfume antecipado em flor.
A luz declina em tons de mel e brasa,
doura aquilo que baço se fazia;
e a tarde, lânguida, ainda não se cansa
de acreditar na tua companhia.
Que venhas antes que a última cor
se apague no horizonte devagar;
que a beleza desta espera, em seu fulgor,
não se transforme em saudade de esperar.
Comentários
Maravilhosa poesia. Destaque merecido! Abraços
Maravilhosooo!
Escrevi uns versinhos inspirados nos seus. Poeta
Meu abraço
Ciducha, seu comentário chegou como uma pequena luz acesa no fim da vigília. Saber que meus versos encontraram abrigo nos seus e inspiraram novos poemas é um dos presentes mais bonitos que a poesia pode oferecer. Que continuemos escrevendo pontes entre almas e transformando silêncio em palavra. Receba meu abraço fraterno e minha profunda gratidão. 🌹📖
Fico feliz meu amigo
Meu abraço
Belíssimo poema, Kleber! Parabéns.
DESTACADO
Márcia, há elogios que não fazem barulho. Apenas se acomodam dentro da gente, como uma cadeira antiga na varanda da memória. O seu chegou assim. Saber que encontrou beleza em minha Vigília e a destacou é perceber que a poesia, às vezes, vence a distância entre quem escreve e quem lê. Muito obrigado pela leitura generosa, pelo olhar atento e pela delicadeza da palavra. Um abraço fraterno. 🌿📖
Um Maravilhoso poema! Quanta beleza encerra os seus versos! Parabéns poeta!
Edith, há palavras que chegam devagar e, sem fazer alarde, mudam o dia de quem as recebe. A sua foi assim. Se meus versos guardaram alguma beleza, foi porque encontraram, no seu olhar, um lugar onde florescer. A poesia só se completa quando encontra um coração disposto a acolhê-la. Obrigado pela generosidade da leitura e pelo carinho das suas palavras. Um abraço fraterno.