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OS AMORES E AS FLORES

A inspiração deste poema veio de uma conversa com uma colega que dizia que as flores tinham importância no amor e me deu um opúsculo sobre isso. A poesia é de minha autoria e foi escrita nos tempos em que cursava a Faculdade de Direito. Nela, as flores e seus simbolismos se entrelaçam com os sentimentos humanos, revelando paixões, saudades, mistérios e diferentes expressões do amor.A edição musical foi realizada com suporte da inteligência artificial, sob minha orientação, preservando na íntegra a criação poética original.Letra e obra poética: Nelson de Medeiros Teixeira.

 

 

OS AMORES E AS FLORES.


Rosa! Rainha das flores,
dos jardins, o coração,
musa de ardentes amores,
do poeta a inspiração!

Rosa branca é sentimento,
da virgindade é o retrato,
é virtude é ornamento,
do pensamento abstrato !

Rosa vermelha é paixão,
é desejo, é caridade,
é martírio, é solidão,
é sempre dorida saudade!


A Tulipa tem nuanças,
que só o destino revela,
traz amor sem esperanças,
quando renasce amarela!

Se, porém, nasce vermelha,
tem de fato seu valor,
o coração se incendeia,
simboliza novo amor !

A Tulipa tricolor,
é de notável essência,
não inspira novo o amor,
mas retrata independência!

Violeta é flor da verdade,
de Bonaparte o emblema,
é a flor da lealdade,
minha sigla, meu poema!

Saudade também é flor,
de simbolismo maduro,
não corresponde ao amor,
quando nasce roxa-escuro!

Jasmim é flor delicada,
quando branca, realeza,
se renasce amarelada,
desenganos, com certeza!

Camélia branca é beleza,
que só traduz perfeição,
camélia rosa é grandeza,
da alma e do coração!

Acácia amarela eu te digo:
É de mistérios repleta,
quem guardada a traz consigo,
traz também paixão secreta!

Gerâneo de tom rosado,
é flor de vaso vistoso,
cresce e vive iluminado,
é a flor do vaidoso!

Girassol é flor da Rússia,
-simbolismo indissolúvel-
No homem traduz astucia,
Na mulher amor volúvel!

Aalaléia é frágil paixão,
Que se desmancha num lance,
Simboliza o coração,
Que não se prende em romance!

Flor de Açucena, meu bem,
É como a água do mar,
tristeza se verde tem,
saudade se azul polar!

Crisantemo, encantadora,
de belezas irreais,
é a marca imorredoura,
dos corações desleais!

ROSA, TULIPA, JASMIM,
QUE ME IMPORTA QUAL A FLOR,
SE O QUE PLANTO EM MEU JARDIM,
SÃO AS FLORES DO AMOR!

                                                                                    Nelson de Medeiros Teixeira.

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ÚNICA VALSA

 

Há lembranças que o tempo não apaga. Em 1969, um momento especial deixou sua marca na memória e, muitos anos depois, inspirou este soneto, composto em 4 de junho de 2024.

Agora, os versos ganham melodia em uma valsa brasileira romântica, com o auxílio da Inteligência Artificial, sob a orientação do autor. A letra original permanece integralmente preservada.

 

 

A VALSA [SONETO ORIGINAl]

Bem me lembro daquele doce primavera...
Seu corpo mergulhado, lasso, entre meus braços,
o meigo encontro dos olhares e dos passos,
tornando realidade uma antiga quimera!

Ainda vivem em minha mente aqueles traços
que ornavam o salão qual mimosa aquarela,
adornada, talvez, por alguém de outra esfera
e, cuja lembrança inda deixa os olhos baços!

Meu outono da vida chegou apressado,
mas, aquela cadência de amor inda soa
dentro d’alma, agora em tom ameno, mais lento,

pois, na sombra do tempo, o amor jaz embaçado,
e o lance que um dia foi longo, agora ecoa
como curto compasso sussurrado ao vento!

04/06/2024
Nelson de Medeiros

 

 

Letra autoral: Nelson de Medeiros Teixeira
Melodia: criada com o auxílio da Inteligência Artificial, a partir das orientações do autor.

© 2026 Nelson de Medeiros Teixeira — Todos os direitos reservados.

 

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CADERNO DA JUVENTUDE

  

15/10/2026 

 

Soneto original publicado em 2024. Uma paixão pela professora de inglês, na juventude.

 

A PROFESSORA 

Eu trago aqui comigo, bem guardado,
um caderno da minha juventude...
De vez em quando o abro, em quietude,
pois é diário que lembra o passado!

E ele, quase sempre, é muito rude
quando me traz um tempo malfadado...
Porém, desta vez, me trouxe outro lado:
— um momento vivido em plenitude!

É que, vendo uma frase ali grafada,
a minha alma se encheu de nostalgia
e regressei no tempo que se fora!

Chorei ao ler, na folha amarelada,
a inocente expressão que assim dizia:
— “Minha paixão é minha professora!” …

06/04/2024
Nelson de Medeiros

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MINHA AMIGA

 
Esta canção nasceu de uma trova autoral, composta em 1998, na qual quatro versos revelam um sentimento de amor guardado sob o manto da amizade.
A partir dessa inspiração, a trova ganhou novos versos e melodia, com efeitos musicais realizados com o auxílio da inteligência artificial.

Letra autoral: Nelson de Medeiros Teixeira
Efeitos musicais: com auxílio da IA, sob o comando do autor

 

 

TROVA ORIGINAL; 

A UMA AMIGA 

Não posso dizer: - Eu te amo.

Ah! se eu pudesse - Quem dera!

Por isso sempre te chamo:

Minha amiga mais sincera!

 

Nelson de Medeiros Teixeira

03/1998

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A MANSÃO DA TIJUCA

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Miniconto


MANSÃO DA TIJUCA:


Adamastor, meu amigo de longa data, era um sujeito de aparência simples, quase ingênua, mas dono de uma inteligência rara e desconcertante.

Acreditava nas pessoas, na ciência e até no amor — com uma fé que beirava o absurdo.

Vivia alheio ao mundo, como se caminhasse por uma realidade paralela, mas sua memória fotográfica o tornava uma testemunha precisa de tudo que o cercava.

Suas histórias, ora hilárias, ora extraordinárias, quase sempre desafiavam a lógica e carregavam um quê de mistério.

Hoje, penso, talvez fosse diagnosticado com autismo leve.


Nas aulas vagas — especialmente nas de Direito Internacional — Adamastor me contava episódios que, segundo ele, aconteciam de tempos em tempos.

Eu ouvia, fascinado, embora nem sempre compreendesse. Dizia que, em momentos cruciais, como nas provas finais, vozes sussurravam respostas em sua mente.

Nunca soube ao certo que tipo de perguntas recebiam esse auxílio invisível.


Nos conhecemos na Faculdade de Direito, no Rio de Janeiro, e dividíamos, com outros três estudantes, uma casa assobradada na Rua Mariz e Barros, entre a Praça da Bandeira e o Maracanã, às portas da Tijuca.

O casarão, antigo e imponente, ainda guardava vestígios de sua glória passada.

A fachada neoclássica, com paredes azuladas e colunas brancas, sustentava uma varanda que parecia observar o tempo com altivez.

As janelas largas, de madeira escura e venezianas, deixavam entrar a luz tropical, tornando o ambiente arejado e vivo.

O telhado colonial, com seus beirais generosos, protegia a casa das chuvas repentinas.

Logo na entrada, um jardim com três canteiros de rosas vermelhas era cuidado com devoção por Dona Justa, nossa cozinheira e arrumadeira.


Por dentro, o casarão era um relicário da Tijuca de outrora: pisos de madeira de lei, móveis antigos e um lustre modesto pendendo do teto.

A casa exalava tradição e elegância, como se cada parede guardasse segredos de décadas passadas.


Dividíamos despesas e histórias em torno de uma mesa robusta na cozinha, feita de madeira tão espessa que parecia ter atravessado séculos.

Às sextas-feiras, ali se reuniam nossas ideias — futebol, política, religião, viagens interplanetárias e processos jurídicos famosos.

Mas o que realmente fascinava Adamastor era uma pergunta que, à época, ganhava força entre os estudantes mais inquietos:

“Quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos?”


Certo dia, Adamastor nos convidou para participar de uma experiência que, segundo ele, seria inolvidável.

No dia aprazado, surgiu com um tabuleiro redondo de madeira, circundado por todas as letras do alfabeto.

No centro, uma seta também de madeira, encrustada, serviria como ponte entre os vivos e os espíritos, apontando respostas a qualquer pergunta feita pelos participantes.
Todos o encararam com um misto de incredulidade e curiosidade.

Eu, de pronto, recusei. Disse que aquilo não era brincadeira. Mas Adamastor, com sua insistência gentil e aquele olhar de quem realmente acreditava no que dizia, acabou por me convencer.


Lá fora, a tempestade rugia com fúria ancestral. Relâmpagos incendiavam a escuridão com fulgor incandescente, rasgando os céus em mil pedaços como espadas satânicas. Os trovões ressoavam em cadência febril, alucinante, como o batuque de uma orgia de dementes. A terra tremia sob o ribombar dos céus, como se recebesse vergastadas vindas do próprio inferno.


Não era, evidentemente, o momento mais adequado para uma experiência desse jaez. Ainda assim, todos os apetrechos foram dispostos sobre a vetusta mesa da cozinha. A energia elétrica havia sido cortada — certamente pela tempestade — e nos encontrávamos sob a luz trêmula de três lampiões, que lançavam sombras dançantes pelas paredes.


O entusiasmo de Adamastor era contagiante. Ele vivia dizendo que recebia intuições, mensagens que lhe eram transmitidas diretamente à mente.

E, diante da coragem dos demais — ou da inconsequência — comecei a suspeitar que tudo não passava de uma farsa.

Mais uma encenação, talvez, um tipo de “bullying” disfarçado, como tantos outros que ele aceitava com ingenuidade.

Adamastor, afinal, era quase simplório, sem maldade alguma, e acreditava em tudo.

Depois de uma invocação por parte de um deles, solicitando que algum espírito amigo se manifestasse e dissesse alguma coisa, sem que ninguém tocasse na seta, ela sozinha se moveu, e, buscou as letras formando a seguinte frase:

—“Idiotas, o inferno espera por vocês”. —

Como nada daquilo estava previsto pelos poltrões, houve, por parte deles, uma debandada geral.

Logo em seguida a luz voltou, e, nunca mais se falou daquela misteriosa e intrigante experiência que, com certeza dera errado.


A grande ampulheta do tempo se encheu e se esvaziou inúmeras vezes.

Formamo-nos, e cada um voltou para sua terra, seguindo o próprio caminho.

Nunca mais nos reunimos naquela mansão, nem voltamos a falar da misteriosa experiência.


Anos depois, ao recordar aquela noite, uma lembrança me inquietou: durante toda a sessão, Adamastor não parecera surpreso com nenhuma das respostas do tabuleiro. Ao contrário, enquanto os demais fugiam apavorados, ele permanecera imóvel, contemplando a seta com um sorriso enigmático.


Talvez fosse apenas impressão minha. Afinal, Adamastor sempre fora um sujeito singular.


Mas há uma coisa que nunca consegui compreender: naquela noite, quando a seta se moveu, ninguém havia colocado as mãos sobre ela. Ninguém, exceto...


Não. É melhor deixar essa história como está.

Nelson de Medeiros Teixeira

 

Nota do autor: Esta história é verdadeira, embora temperada com boas doses de ficção.

 

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ROSAS BRANCAS

 

 

 

ROSAS BRANCAS — A poesia em forma de canção
Em 3 de dezembro de 2006, nasceram estes versos. Hoje, quase vinte anos depois, eles ganham melodia, com o auxílio da Inteligência Artificial, sem perder a essência dos sentimentos que lhes deram vida.
Compartilho com vocês esta nova expressão da minha poesia, onde a saudade, o amor e a pureza florescem em rosas brancas. 

Letra autoral: Nelson de Medeiros Teixeira.

 

  

  

ROSAS BRANCAS

Que te posso dizer neste dia chuvoso e sem vida,
quando a natureza, derramando lágrimas de dor incontida,
parece entender meu eterno sofrimento?
Onde buscar as palavras para externar o que sinto,
se a dor e a revolta que reacendem o velho instinto,
se me abrigam n! alma eternizando um vil momento?

Poderia dizer que te amo, e por isso te espero?
Ou tanto seria tão pouco do tanto que quero?
Quem sabe talvez, melhor fosse acordar,
deste sonho febril, que aniquila e confunde,
que a mente transtorna e medo à alma infunde,
abrindo um coração em fel a derramar...

Dizer de um desejo, até poderia...
Mas nem me atrevo, ante tanta heresia!
Por isso, neste dia chuvoso e sem vida,
que me encontro tão só sem saber aonde vou
te digo: Sou um fraco que vaga ao leu sem guarida,
estertorando entre os sonhos que vida roubou!

Portanto mais nada te digo. Apenas te mando flores...
Rosas brancas, com certeza,
pois são símbolos da pureza,
desta pureza incontida,
que mora em tua alma querida,
desde os tempos de outras dores!

Nelson de Medeiros Teixeira

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PASSAPORTE DA PAZ

   

LETRA AUTORAL DE NELSON DE MEDEIROS TEIXEIRA. MÚSICA GERADA COM O SUPORTE DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, A PARTIR DA LETRA E DAS ORIENTAÇÕES DO AUTOR.
Quanto à palavra, quando dita sem autocensura, pode mudar uma vida.
Com essa premissa, compartilho meu soneto ERAM DUAS HORAS NAQUELE INSTANTE, transformado em tango, sob o título “PASSAPORTE DA PAZ — uma experiência em que meus versos ganham melodia sob minha cuidadosa direção musical, com o suporte tecnológico da Inteligência Artificial.

 

[Poema original]

Na tarde de verão, lâmina ardente
cortou minha alma, em cena repetida;
teu gesto tolo, bruto, incoerente,
foi gatilho daquela despedida!

Mas o remorso, em voo persistente,
é sombra que destrói a própria vida;
por isso eu vago, errante e penitente,
neste abismo de Dante, sem guarida!

Meu rumo agora é névoa fria, escura,
e preso ao desencanto, que é tenaz,
vou caminhando, lento, agonizante...

Que te fiz, meu passaporte da paz?
Deixei-te ao vento — frágil, insegura...
Eram duas horas naquele instante...

                                                                                       Nelson de Medeiros Teixeira

 

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NAQUELA PRAIA

 

Escrito em 29/07/2005, este poema de minha autoria renasce em forma de seresta, unindo romantismo, lembranças e saudade numa inspiração que o tempo não apagou. Letra autoral: Nelson de Medeiros Teixeira. Música produzida com suporte da IA.

   

Foi nesta praia numa tarde amena,
Cheia de encantos e sutis belezas,
Que esvoaçante qual gentil falena,
A mim chegaste prenhe de certezas...

O mar trazia deslumbrantes cantos,
Que ressoavam acolhedoras liras!
Eram teus versos de sutis encantos,
Saudades só que ao triste bardo inspiras!

O vento fresco balançava as flores,
Que indiferentes perfumavam os ares!
As ondas vinham nos lembrar de amores,
Acalentando os sonhos milenares!

Foi um minuto uma existência inteira,
Que eternizou uma paixão infinda!
E esta magia da impressão primeira,
Inda acalenta esta saudade linda!

E eu te vi como te vi na origem,
Por entre estrelas habitando o céu!
Eras do Olimpo a mais perfeita virgem
Que eu perdido procurava ao leu!

E nesta praia nesta tarde amena,
Que esta saudade qual gentil falena,
Traz-me teus versos evolando flores!
E dentre eles diz-me a rosa em segredo:
Vem, poeta, vem me colher deste degredo
E enfeitar o jardim de nossas dores!

Nelson de Medeieros Teixeira

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IDA E VOLTA

 IDA E VOLTA

Entre o voo dos pardais e o silêncio das tardes, nasce uma reflexão sobre a partida, a saudade e os caminhos da vida — alguns com retorno, outros marcados pela ausência.

Um soneto transformado em bolero brasileiro, com melodia sentimental e atmosfera de nostalgia.

Letra autoral de Nelson de Medeiros Teixeira.
Efeitos musicais com suporte da IA.

 

IDA E VOLTA

Finda o dia na Pracinha da Matriz
fico olhando, na tarde que me enlaça,
Os pardais voltando na tardinha...
Elas saem silenciosas na alvorada
E retornam em revoada
pro arvoredo da pracinha...
E sentindo a tristeza que me enlaça,
Eu penso quem seus rumos traça
No percurso que tem ida e volta...
E a dor que à minha alma invade
Muito mais do que saudade,
É quase uma revolta...
Ah! triste sina a que me resta!
Minha avezinha partiu em festa
Foi pro mundo e se soltou
E fico à tardinha pensando,
Sozinho de Deus indagando,
Porque nunca mais voltou...

 Nelson de Medeiros Teixeira

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CANÇÃO DA DESPEDIDA

 

Letra autoral de Nelson de Medeiros Teixeira.

ADAptação do Poema original, —POEMA DA DESPEDIDA— do mesmo autor, transformado em música com suporte da IA, com temática romântica, marcada pela saudade, pelo amor e pela despedida.

Capa idealizada pelo autor e finalizada com suporte da IA. 

 

POEMA DA DESPEDIDA -ORIGINAL-

Um dia, quando fores bem velhinha,
quando a nostalgia chega n! Alma e se aninha,
lerás estes versos meus...
Lembrarás, então, das cantigas distantes,
dos lugares errantes,
deste entristecido adeus...

Um dia, quando a saudade te apertar o peito,
quando sentires que a vida é sonho desfeito,
lerás estes cantos que são meus...
Lembrarás, então, daquelas noites de luar,
das estrelas andando sobre o mar,
deste amargurado adeus...

Um dia, quando souberes que eu parti,
estejas certa que os momentos que eu vivi,
estão contidos nestes pobres versos meus...
Abra, então, teu coração enternecido,
abriga os sonhos de um poeta entristecido,
que não lamento um dia te disse adeus!

                                                              Nelson de Medeiros Teixeira

 

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VERBO AMAR

                                                                                                                                                                                                     

                                                                                                                                                                                                                                                                                                       “Existem paixões que nenhum verbo descreve... Há amores tão grandes que até o verbo amar parece pequeno. Às vezes é atração que vem de longe. Com essa premissa, compartilho este poema transformado em canção. Uma experiência onde meus versos ganham melodia sob minha cuidadosa direção musical, com o suporte tecnológico da Inteligência Artificial.

 


Letra autoral de Nelson de Medeiros Teixeira.

 

VERBO AMAR 

Me indagas sempre se eu te amo.
Se é mesmo teu este amor que proclamo,
nos versos tristes que te entrego...
Duvidas que eu te ame?
Pergunta às manhãs ensolaradas,
ainda carregadas de esperanças orvalhadas...
Por certo hão de segredar-te o que eu não nego...

Queres saber se eu te amo?
Escuta o trinar do sabiá no verde ramo,
sonda as estrelas, confidentes do luar...

Duvidas que eu te ame?
Pergunta ao sol em sua lânguida agonia,
e a correnteza em sua eterna sinfonia...
Por certo saberão te confirmar...

Me perguntas se este amor é de um momento?
Já percebeste, acaso, o murmurar do vento?
Repara, como em canto, põe as flores a bailar...

Quanto eu te amo?
Pergunta aos querubins na imensidão.
- Pra escrever com precisão – certamente te dirão:
- Que é pequeno o verbo AMAR...

 

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PROCURA

[Poema Musicado]

PROCURA [Poema Original]

Eu me propus, um dia, em aventura ousada,
achar tua alma por milênios procurada;
e, em sonho louco, cortado de esperança,
eu te busquei nas manhãs de primaveras;
e, entre as flores no jardim dessas quimeras,
eu te esperei com fiel perseverança!

Roguei, até, com profundo sentimento,
que eu a tivesse, somente num momento,
alma com alma, numa mesma emoção!
Sondei-te, em vão, nas manhãs ensolaradas,
no vai e vem das marés esbranquiçadas,
vendo o horizonte afundar na imensidão!

Eu me vi em madrugadas orvalhadas,
tendo dores de visões inexplicadas
que dentro d'alma me ardiam em solidão!
Cerquei-te em preces nas mansões angelicais
e, em tristes versos prometia em madrigais,
que por inteiro eu te daria o coração.

No entardecer, mergulhado em fantasias,
sentindo a brisa, em meio as ruas vazias,
eu revia a tua sombra em cada trilha!
Cantei-te o amor nas tardinhas vaporosas
e, nos versos de cantigas langorosas,
fui Dirceu a te sonhar com a Marília!

Mas tudo isto foi um prêmio ou foi castigo?
Por que me deram pensar, e estar contigo
se me isolaram nesta estranha saudade?
Eu pressinto o teu olhar, mas não te vejo,
a alma pulsa de desejo e não te beijo
e, a distância é dimensão da eternidade!

Ah! como é triste e malfadada a realidade,
cheguei cedo nesta vida e tu tão tarde,
e, por isso não és minha e nem sou teu!
Mas, que importa, neste mundo, esta distância,
se a minha ânsia também é tua ânsia,
se sofremos os dois, na mesma procura!

                                                                                                                                                                                      Nelson de Medeiros Teixeira

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FALSO BRILHO

Dois poetas. Dois sonetos transformados em melodia. Letra autoral de Nelson de Medeiros Teixeira e Márcia Aparecida Mancebo

 

MÁRCIA.
O brilho falso que mostras em teu rosto,
Não é disfarce... sequer é maquiagem;
Tampouco pra mudar a tua imagem;
Atrás do brilho, esconde algum desgosto.

NELSON
Se chamas falso o brilho que em mim arde,
com certeza não viste a chama inteira;
não vês que a luz, embora verdadeira,
também fere quem ama e se guarde?

MÁRCIA
Não trago no meu rosto qualquer fraude,
nem máscara emprestada ou passageira;
é mesmo dor que, funda e certeira,
reluz na minha face, com alarde!

NELSON
Não é reflexo do último sol posto,
Que, quando deita, embeléza a paisagem,
Dourando o prado, o chão, toda paragem,
Mostrando o belo que existe no oposto.

MÁRCIA
Teu olhar mostra claro todo o tédio,
Que te assola nas noites sem sentido,
Em que vela o desejo... ser querido...

NELSON
O tédio que tu vês em meu olhar
não nasce do amor que não manteve
mas do excesso cruel de tanto amar!

MÁRCIA
Este brilho é um mal que é sem remédio,
Que corrói o teu peito, tão doído,
Por amar e não ser correspondido.

NELSON
Pois quem viveu na vida a acolher
aprende que é difícil suportar
a dor do grande amor que nunca teve!

 

 

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TEU ROSTO

 

 

 

🎵

Soneto musicado
Letra autoral de Nelson de Medeiros Teixeira

TEU ROSTO
[Soneto original]

Deliberei há muito apagar tua lembrança!
Das prendas que me deste e até o teu retrato
Tudo destruí, tudo que lembrava a aliança
Que fizemos, nos dois, um dia em doce trato!

E se restasse do segredo algo abstrato,
Um juramento eu fiz, então, na esperança
Que prometia ao coração o mais sensato:
-Exterminá-lo, para sempre, sem tardança!

Ledo engano... apenas ilusão de um momento!
É que achando ver tudo em fogo, descomposto,
Sem saber eu via começando outro tormento!

Ah! e que tormento enorme ! Que atroz desgosto!
Pois se nas chamas consegui o meu intento,
Na minha mente eternamente jaz teu rosto!


Nelson de Medeiros Teixeira

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DE VOLTA A CPP

 

Queridos amigos,

Depois de alguns dias afastado, estou de volta a este espaço que há tantos anos faz parte da minha caminhada literária, mas amadora.

Neste retorno, quero compartilhar com vocês uma nova experiência: alguns de meus poemas estão ganhando melodia e se transformando em letras de música, com minha adaptação e o auxílio da Inteligência Artificial na criação musical.

Como a inspiração nem sempre chega no mesmo ritmo, encontrei nessa nova forma de expressão uma maneira de continuar levando meus versos aos amigos.

Assim, aos poucos, passarei a publicar aqui alguns desses poemas transformados em canções, se a CPP assim permitir, pois conheço os problemas de espaço.

Continuo poeta, apenas descobrindo uma nova maneira de fazer a poesia cantar.

Um grande abraço a todos!

Nelson de Medeiros Teixeira

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AOS AMIGOS DA CPP

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Aos queridos amigos da Casa dos Poetas e da Poesia (CPP):


Queridos amigos,
Afasto-me deste convívio tão especial por um motivo muito justo. Acreditei que meu retorno aconteceria em pouco tempo, mas a vida me mostrou que algumas pendências exigem mais dedicação e paciência do que eu imaginava.
Por essa razão, preciso permanecer ausente por mais algum tempo. Voltarei, sem dúvida, assim que me for possível, quando os caminhos estiverem mais livres e a inspiração voltar a florescer com serenidade.
Levo comigo minha profunda gratidão pelas leituras generosas, pelos comentários sempre estimulantes e pelo carinho com que vocês acolheram meus poemas e contos ao longo de tantos anos. Em cada um encontrei não apenas leitores, mas verdadeiros amigos e companheiros de jornada literária.
Deixo um abraço fraterno a todos os companheiros, exímios poetas que tanto admiro, e um beijo carinhoso às queridas poetisas, musas inspiradoras que tantas vezes iluminaram este espaço com sua sensibilidade e talento. Pode um pretenso poeta ausentar-se da página, mas jamais se ausenta da poesia; ela permanece escrevendo seu nome no coração dos amigos."
Até breve, se Deus quiser.
Cachoeiro de Itapemirim – ES, 05 de agosto de 2026.
Nelson de Medeiros Teixeira

 

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A LINHA DO HORIZONTE

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A LINHA DO HORIZONTE

 

No começo de sua caminhada,
o bardo foi troveiro da paixão;
cantou mil fantasias, sem noção
da própria trilha, outrora já traçada!


Hoje, bem no fim da escalada,
o tempo trouxe a paga: — solidão;
só restou o deserto da ilusão
na vida que por ele foi sonhada!


Seu verso, que um dia foi seguro,
agora se desmancha, perde a paz,
e chora feito sombra no escuro!


Segue hoje o que o destino lhe traz;
encara com saber o seu futuro
e na ilusão não cairá jamais!

Nelson de Medeiros

 

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A TARDE E A ROSA

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A TARDE E A ROSA

 

Nesta tarde tão formosa,
Tudo eu daria ao destino
Para agora, com refino,
Ofertar-te outra rosa!

Tua alma é venturosa;
Por isso, ante ela me inclino,
Pois vejo em ti ser divino
Nesta flor, pura e graciosa!

A mente enreda em teu laço,
Cativo de tua luz,
Que ilumina meu espaço!

Por isso sem nenhum pejo,
A saudade me conduz
À tarde daquele beijo!

                                                                                                                                                                                                          Nelson de Medeiros

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O QUE O INVERNO ME ENSINOU

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O QUE O INVERNO ME ENSINOU:

Na primavera em flor de uma vida inocente,
meu mundo era, então, um terno e doce jardim;
não enxergava o lado podre, vil, ruim,
que habita e escurece a alma de muita gente!

Depois veio o verão e abalou minha mente;
passei sem decifrar o que dormia em mim.
A existência era só um mundo sem fim,
e no gozo da vida eu ia indiferente!

No outono que entrou, mais sábio me entendi;
chegaram as dores, as grandes decepções,
e vi que a existência segue lei traçada!

Hoje, na paz do inverno, vejo o que aprendi:
Compreendi o caminhar de outros corações,
E, neste mundo, o mal já não me oculta nada!

                                                                                                                                       Nelson de Medeiros

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REFLEXO DA ALMA

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REFLEXO DA ALMA


Naquela tarde, vendo aquele olhar,
Eu quis voltar aos tempos já vividos;
Regressaram meus sonhos esquecidos,
Como as ondas regressam do mar.

Houve um murmúrio antigo, singular,
Quais ecos por milênios escondidos;
E os destinos, outrora divididos,
Agora se juntavam para amar!

Senti aquela alma repetida,
Num espelho que vence a imensidão
E traz a luz serena doutra esfera.

Pensei lembrar, até, de outra vida,
Pois sentindo a saudade da emoção,
Vi m! Alma e a alma dela noutra era!

Nelson de Medeiros
Cachoeiro , 01 de julho de 2.000

 

 

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