A Cura

Alguma coisa me toma pelas mãos,
Levando-me para este momento
Impregnado de ontem.
Sinto-me fragmentado.
Há perversidade racional
De trás dum sorriso de outro sorriso.
O corpo sempre paga por isso.
Exaustão do dia nunca terminar.
O corpo permanece impregnado
De amanhãs que nunca terminarão.
Sempre é o silêncio a estancar o Tempo;
Curando as feridas deixadas de ontens.

por Airton Sobreira

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Comentários

  • Gestores Adm

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  • Gestores

    O tempo é um coveiro eficiente, vai enterrando , diariamente, aquilo que vivemos. Lindíssimo! Bjs

  • Brilhante e muito inspirador o seu texto caro poeta jose airton. Feliz por vê-lo de volta as suas páginas.

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