Amarras

Amarras

Primitiva a tua liberdade
orneando esta alma em fuga
sem que as amarras tolham pensamentos
entregue a luz de um sol intenso
quando a terra é somente rachadura.

Poder beber da boca aberta
com saliva sanguinolenta
das amarras que és liberta
no silencio dos sentidos
temerária desventura
entre os jactos de loucura 
tateiam-se nos escuros moinhos de vento.

Desfolham-se as rosas no sangue perfumado
que escorrem entre os teus seios 
não fiques triste se ninguém ainda veio
ninguém esta aqui. . .

E também existe a fome
das coisas que nunca vi
são versos que nunca escrevi
com uma mão estendida e fria
mas não há ninguém aqui.

Alexandre Montalvan



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Alexandre

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