ESTRANHO PERDIDO

“ESTRANHO PERDIDO” 

 

Fujo de mim

como um estranho perdido

que, nas noites de luar,

esconde-se por alguns instantes.

 

Não sinto o sentir das folhas

caídas sobre a relva macia

para transpor os passados

como um mero esquecido.

 

O que sou?

Pergunto calado.

Não sei, responde-me o intelecto

És algo que só mesmo tu

podes revelar de concreto.

 

Sou a vida,

sou a roda,

sou o caminho perdido

ou sou o que realmente sou?

 

Não me pergunto quem sou

me pergunto o que sou

assim talvez eu consiga

abafar a grande angústia

que paira dentro de mim.

 

 

JÚLIO CESAR  -  JC BRIDON

 

 

 

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Comentários

  • Gestores Adm

    Beleza de inspiração, Julio. Parabéns!

  • Está angústia faz parte das nossas ansiedades, assim somos: incompletos. Maravilhosa reflexão poética, bom dia.
  •  A eterna pergunta...

     Qué somos...

     Quando caminhamos pelo nosso interior, só encontramos mais perguntas, e mais, e mais...

     Melhor não perguntar-mos...

    Já é bom saber quenes somos, com muita sorte... 

     E simplesmente viver mentras vamos descobrindo...

     Belo e bom demais, querido Júlio.

     DESTACADO!

     Beios.

     Parabéns.

    3585941?profile=original

    • Querida amiga: Como já disse, você é muito gentil,  Gosto muito assim,amiga. Mas,também, gosto de questionar de perguntar de onde vim, para onde vou e quem sou, por isso, creio que minhas poesias tendem nessa direção. Obrigado pelo comentário e pelo destaque. Abraços mil

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