Quantos sonhos foram fracassados, interrompidos
Frutos de minha inércia, marasmo, incompetência
Devia ter sido mais ousado, em minha existência
Não ter tantos escrúpulos, ética, moral desmedidos.
Esquadrinho veredas, caminhos tortuosos percorridos
Podia ter sido mais cartesiano, ter tido mais prudência
Melhor pecar pelo preciosismo que pela vã negligência
Hoje reconheço! De nada vale ter o erros reconhecidos.
A senilidade é a morada da solidão, da cruel desventura
Que atrofia o cérebro e o corpo decrépito, fraco, intimida
Fazendo com que esqueçamos até mesmo, feliz aventura.
Estou no final, no apagar das luzes, no crepúsculo da vida
É gélida e descomunal a masmorra do tempo, a clausura
Soturno, solitário, contemplo a morte, ela não é mais temida.
21/08/2016
ILARIO MOREIRA
Comentários
Eu já vários poemas sobre a morte e a tristeza do fim,mas o seu está IRRETOCAVEL! Um poema digno de ser lido ,relido,refletido e afixado à posterioridade.Parabéns.Abraços
Obrigado, pelas palavras e pela visita, poetisa, abraços, paz e Luz!!!
Obrigado, poetisa amiga, seu comentário envaidece-me... Abraços, paz e Luz!!!
Obrigado, poetisa amiga, és sempre bem-vinda, você é uma talentosa poetisa, fala sobre o "amor" de uma forma muito elegante. Abraços, paz e Luz!!!
Obrigado, amiga poetisa, é uma honra receber sua visita e seus comentários. Abraços, paz e Luz!!!