Quando tudo que acreditamos
Se elevam como nuvens sem destino
E mesmo assim assentimos.
Quando as nossas crenças nos cegam
E são maiores que a nossa razão
Se transformam em doença
E destroem a bondade no nosso coração
Quantas são as dores que criamos
Que como colônias virais se proliferam
E nós transformam em abortos
Absortos de bons pensamentos
E sem nenhum lirismo ou poema
Um longo inverno de uma falsa realidade
Que acreditamos benevolente
Mas que verdadeiramente foge da verdade
E vociferam em nós por traição e deslealdade
Quando seremos livres para colhermos nossos frutos
E quanto de fel ele estará carregado
Quanto é todo o mal contido na semente
Quando encontraremos a esperança
Pobre de mim encharcado deste véu que me cega
Pobre de mim que apenas penso como criança
Como rajadas de metralhadora lançadas a esmo
Somos a farsa em que acreditamos
E somos espelhos de nós mesmos.
AlexandrerdnaxelA

Comentários
Versos forte e reflexivos. Parabéns Alexandre.
Parabéns, poeta, poema reflexivo, lindo, primoroso, adorei. Abraços, paz e Luz!!!